Deputado investiga conexões do Paraná com a Venezuela

O deputado Ney Leprevost protocola nesta quarta-feira dois pedidos de informações ao Governo do Estado sobre o relacionamento de autoridades paranaenses com a Venezuela. Segundo o parlamentar, o que despertou sua curiosidade em relação ao tema foi a reação de alguns secretários de estado com a sua proposição que tornou o coronel Hugo Chávez, ditador daquele país, persona non grata no território paranaense.

 “Deputados ligados ao Palácio Iguaçu me contaram que o governador levou na esportiva o repúdio ao Chávez. Mas, por outro lado, algumas pessoas do 1º escalão, que sequer tem viés ideológico bolivariano, teriam ficado profundamente irritadas. Fiquei muito curioso para saber o motivo de tanto incômodo da ala direitista do governo Requião com essa iniciativa”, afirma Ney.

 Em um dos pedidos de informação, Leprevost pergunta quais autoridades paranaenses foram a Venezuela nos últimos quatro anos; quem pagou as viagens; quem além dos secretários de estado integrou as comitivas oficiais; qual o valor gasto em diárias e passagens pelo erário público e se houve algum subsídio do governo da Venezuela a integrantes do 1º e 2º escalão.

 No outro, o parlamentar pergunta sobre o volume de negócios fechados pelo governo do Paraná com a Venezuela, pede que sejam nominadas as empresas paranaenses que têm negócios comerciais com o país vizinho e quais as empresas venezuelanas que têm negócios com o Paraná.

 “Não estou acusando ninguém de algo irregular. Estamos só tentando iniciar uma investigação. Mas que é estranho tanta badalação com a Venezuela, isso é”, diz Ney.

 O deputado lembra que a grande colonização paranaense é de italianos, alemães, poloneses, japoneses, holandeses e árabes. “Mas ninguém ouve falar nesses países aqui no Paraná. Quando o assunto é relações internacionais tudo gira em torno da Venezuela e de seu caudilho Hugo Chávez Frias”, conclui Ney.

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