Ney Leprevost pede redução gradativa dos ônibus poluidores para evitar doenças (Via #EquipeNL)

O deputado Ney Leprevost, líder da Frente Estadual da Saúde e Cidadania, demonstrou preocupação ao ler a reportagem publicada na Gazeta do Povo, com o título “Fim dos ônibus poluidores está longe”. A reportagem fala da falta de atenção do poder público para renovar a frota de veículos de Curitiba.

Ney cita um trecho da matéria que diz: “Mais de duas décadas depois dos primeiros testes, Curitiba tem menos de 3% dos ônibus do sistema público movidos a energia limpa”.

Segundo o parlamentar, o problema é a burocracia dos órgãos oficiais que colocam questões econômicas acima dos interesses da população. “É extremamente preocupante esta falta de renovação da frota dos ônibus em Curitiba. Muito se fala a respeito da poluição do ar e seus riscos à saúde humana, entretanto, muitas pessoas não se dão conta do quanto o problema está se agravando. Muitas vezes, ficamos expostos a uma grande quantidade de fumaça e não percebemos que diversas doenças, tais como o câncer, estão relacionadas com essa exposição excessiva. Precisamos de uma renovação gradativa da frota”.

Ney cita como exemplo a cidade de Estocolmo, capital da Suécia, onde 75% dos veículos do transporte público usam energias renováveis. A cidade ganhou o prêmio de Cidade Verde Europeia em 2010.

Já Luiz Pereira Ramos, professor do Departamento de Química da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que é editor associado da revista Energy and Fuels da American Chemical Society e desenvolve pesquisas no campo da bioenergia defende a necessidade de substituir o uso de combustíveis fósseis no transporte coletivo das cidades.

“Os estudos realizados em relação ao aumento provocado pela adição de biodiesel ao diesel, por exemplo, demonstram que o impacto na tarifa é pequeno. Isso tudo falando sobre o valor real. Se você traz a essa conta a economia em termos de saúde pública, em termos de passivo ambiental que essa substituição traria, certamente concluirá que há razões mais do que justificáveis para a utilização de combustíveis mais limpos, que reduzam a emissão de tanta fumaça negra – a popular picumã – no ar”, disse o professor.

Para o arquiteto e urbanista Carlos Hardt, especialista em Gestão Urbana e professor da PUCPR, o aumento de veículos movidos a combustão começou a se tornar o grande protagonista da poluição. “Ainda não chegamos em um nível crítico, mas esta situação faz com que os gestores urbanos e as autoridades responsáveis por este setor comecem a desenvolver um planejamento para este segmento”, disse.

(Via Assessoria de Imprensa – Pedro Mariucci Neto).

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