Copa dos Refugiados acontece neste final de semana, com entrada gratuita

Promovida pela primeira vez em Curitiba, a Copa do Mundo dos Refugiados tem início neste sábado (28/09) com os jogos da fase preliminar no Centro de Educação Física e Desporto (CED), da Universidade Federal do Paraná, no Jardim das Américas. Já as disputas de terceiro e quarto lugares e a grande final serão no domingo (29/09), no Estádio do Pinhão, em São José dos Pinhais.

A competição é realizada desde 2014 no Brasil com o objetivo de promover a integração social dos migrantes e refugiados e a etapa paranaense contará com oito equipes formadas por imigrantes e refugiados dos seguintes países: Haiti, Venezuela, Argentina, Colômbia, Congo, Nigéria, Bolívia e Peru (confira a tabela abaixo).

O evento é promovido pela ONG África do Coração com apoio institucional do Governo do Paraná, por meio da Secretaria da Justiça, Família e Trabalho; da Agência da ONU para Refugiados (Acnur) e da Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Além do troféu, a seleção vencedora da etapa paranaense ganhará uma viagem para disputar as finais da Copa no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro.

Preparação – O time do Haiti está extremamente empolgado, como conta o técnico Peter Mackenson: “Estamos supermotivados e temos certeza que vamos ganhar. O time já foi campeão duas vezes do Africa’s Cup – evento realizado pela Secretaria Municipal de Esporte, Lazer e Juventude, e jogamos juntos há um ano”, comenta.

Já o vice-capitão do time do Congo, o volante Arnold Nseka Mvuama, ressaltou que, mais do ganhar, o objetivo é “ter muita alegria, conhecer pessoas e ter bons momentos”. Arbold é estudante de Odontologia na UFPR, e conta que o time está se preparando no campo onde será realizada a primeira fase. “O que nos dá alguma vantagem”, comemora.

Padrinho – O refugiado sírio e ator de TV Kaysar Dadour foi escolhido como embaixador do evento no Paraná e ressaltou a importância de projetos de apoio aos imigrantes e refugiados tanto do poder público quanto de iniciativas da sociedade civil organizada “A Copa é um projeto de cidadania que mostra que somos iguais, e a nossa maior riqueza é acabar com preconceito, xenofobia e qualquer outra discriminação, porque temos o direito de viver com dignidade independente do lugar que estamos”, disse.

Nascido em Aleppo, cidade devastada pela guerra, Dadour deixou sua terra natal há oito anos e fugiu de carro para o Líbano. De lá, viajou de avião para a Ucrânia e, depois de um tempo, migrou para Curitiba, cidade que escolheu para viver ao se refugiar no Brasil. Atualmente, ele vive no Rio de Janeiro por conta dos compromissos profissionais. “Convido todos a prestigiar esse evento”, convida.

O secretário da Justiça, Família e Trabalho, Ney Leprevost, lembra do caráter inclusivo da Copa. “É uma excelente oportunidade de integração e de congraçamento para essas pessoas que escolheram Curitiba para viver, e uma boa oportunidade para os curitibanos conhecerem os representantes destas nações que agora aqui moram, são nossos vizinhos”, disse.

Centro de Informação para Migrantes, Refugiados e Apátridas do Paraná bate a casa de 10 mil atendimentos

O Centro de Informações para Migrantes Refugiados e Apátridas do Paraná (Ceim-PR), bateu uma marca histórica e chegou aos 10 mil atendimentos realizados desde a sua criação.

Apenas de janeiro a agosto de 2019, no governo Ratinho Junior, já foram realizados mais de quatro mil atendimentos – um recorde na comparação com o mesmo período dos anos anteriores – para migrantes e refugiados das mais diversas nações que vivenciam crises humanitárias motivadas por tragédias naturais ou crises políticas, com destaque para Haiti, Cuba, Síria e Venezuela. A coordenadora do Centro, Ana Bela Batista, reforça a importância desta assistência: “Temos trabalhado muito, só em agosto realizamos 806 atendimentos e praticamente duplicamos o número de atendimentos do Centro no ano de 2019, quando comparado com os números dos anos passados”, afirma.

Vinculado à Secretária de Justiça, Família e Trabalho, o Ceim-PR se dedica a fornecer informações aos migrantes ou refugiados que chegam a Curitiba quanto ao acesso aos serviços públicos. Dentre as informações é possível obter orientação sobre regularização documental (RNE, CPF, CTPS, vistos de reunião familiar), sobre direitos fundamentais, legislação trabalhista, matrícula e revalidação de estudos realizados no exterior, além do acesso a serviços e benefícios da Política de Assistência Social.

Para o secretário da Sejuf, Ney Leprevost, o papel do Estado é oferecer condições dignas para que essas pessoas consigam, no Brasil, uma nova oportunidade. “As 28 etnias que colonizaram o Estado nos séculos 19 e 20 – alemães, poloneses, ucranianos, italianos, japoneses entre eles – trouxeram na bagagem seus costumes e tradições e ajudaram a construir o Paraná de agora. Hoje, são outros povos que buscam abrigo aqui. Muitos migrantes estão fugindo de governos ditatoriais ou de situações de calamidade pública e extrema pobreza. Aqui, temos a missão de encaminhá-los para assistência jurídica, mercado de trabalho e atendimento socioassistencial”, finaliza Leprevost.

SERVIÇO

Centro de Informação para Migrantes, Refugiados e Apátridas do Paraná (Ceim-PR)

•Endereço: Rua Desembargador Westphalen, 15 – 13º andar | Edifício Dante Alighieri, Centro – Curitiba/PR
•Horário de funcionamento: das 8h30 às 17h30
•Contato: (41) 3224-1979
•Email: ceim@sejuf.pr.gov.br

(Via #Equipe) #RatinhoJunior #NeyLeprevost

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