APROVADO PROJETO DE NEY LEPREVOST QUE RESGATA MEMÓRIA DO HERÓI NACIONAL DO PARANÁ

Esta semana foi aprovado pelo plenário da Assembléia Legislativa, o projeto-lei do deputado Ney Leprevost instituindo Ildefonso Pereira Correia, o Barão do Cerro Azul, como Patrono do Comércio do Paraná e ao mesmo tempo, inserindo no Calendário Oficial de eventos do Estado, a data de 16 de julho, como o Dia do Patrono do Comércio Paranaense.

Ildefonso Pereira Correia, o Barão do Cerro Azul, hoje já reconhecido como herói nacional, em l890 ajudou a fundar a Associação Comercial do Paraná, tornando-se o seu primeiro presidente.

HERÓI NACIONAL

Segundo dados históricos, o Barão do Cerro Azul é comparado a Mauá, pois, talvez, nenhum outro paranaense tenha produzido tanto na política ou na atividade empresarial quanto ele.

A Lei nº 11.863, de 2008, sancionada pelo Presidente da República em 15 de dezembro de 2008 e publicada no Diário Oficial da União em 16 de dezembro de 2008, inscreve o nome de Ildefonso Pereira Correia, o Barão de Serro Azul, no Livro dos Heróis da Pátria, depositado no Panteão da Liberdade e da Democracia, em Brasília.

Segundo Ney Leprevost, no momento em que a data de 16 de julho, é reverenciada como Dia do Comerciante, nada mais justo que lembrar aquele que foi um grande defensor do comércio e tudo que representou para o setor produtivo.

SIMPATIA DE DOM PEDRO II

Ildefonso Pereira Correia, em 1° de julho de 1890 ajudou a fundar a Associação Comercial do Paraná, tornando-se seu primeiro presidente.
Alguns comparam-no à Mauá, pois, talvez, nenhum outro paranaense tenha produzido tanto na política ou na atividade empresarial quanto ele.
A simpatia que causou ao imperador Dom Pedro II quando este visitou Curitiba em 1881 rendeu-lhe a comenda da Imperial Ordem da Rosa, que lhe foi entregue pelo imperador.

Assumiu interinamente o governo da província em 1888. Cuidou de apaziguar os ânimos, mas não pode evitar a crise parlamentar que ocorria na Assembléia Provincial.

MARAGATOS NO PARANÁ
Repentinamente a situação política mudou: o marechal Deodoro da Fonseca renunciou e o marechal Floriano Peixoto assumiu a presidência, dissolveu o Congresso e convocou novas eleições.
Uma força de maragatos (rebeldes federalistas gaúchos) comandada por Gumercindo Saraiva veio do Rio Grande do Sul em direção Rio de Janeiro.

Passando por Nossa Senhora do Desterro, juntou-se aos aliados da Revolta da Armada e, dali, partiu com destino à Curitiba. O plano dos chefes maragatos previa o domínio do Paraná com um ataque conjugado por forças de terra e mar, e uma revolta em São Paulo se ali chegassem as tropas rebeldes.

Devido ao abandono de Curitiba pelas tropas legalistas, a cidade passou a ser dirigida por uma Junta Governativa presidida pelo Barão do Serro Azul que foi convocado pelos cidadãos para fazer um acordo com os revolucionários que protegesse a população de violências, saques e estupros. A Junta Governativa de Curitiba transformou-se em Comissão para Lançamento do Empréstimo de Guerra com o propósito de arrecadar fundos para os rebeldes e com isso comprar a proteção da cidade.

No dia 9 de novembro de 1893, o Barão de Serro Azul recebeu uma intimação para se recolher ao quartel da primeira divisão. Muitos políticos importantes do Paraná tentaram por todos os meios livrar o barão de Serro Azul e seus companheiros da prisão. O general Éwerton de Quadros, temendo uma fuga ou a desmoralização de seu comando, ordenou a execução de barão de Serro Azul e seus amigos.

EXECUÇÃO DO BARÃO
Na madrugada do dia 20 de maio de 1894, os seis prisioneiros foram retirados da prisão e levados à estação ferroviária de Curitiba, sob o pretexto de embarcarem em Paranaguá em um navio da Marinha com destino ao Rio de Janeiro, onde seriam julgados.

O comboio parou no km 65 da estrada de ferro Curitiba-Paranaguá, perto do Pico do Diabo da Serra do Mar, onde há um alto despenhadeiro. Os presos começaram a ser arrastados para fora do vagão pelo pelotão de escolta. O barão do Serro Azul recebeu um tiro na perna e caiu de joelhos. Propôs então dividir sua fortuna com os oficiais da escolta se fosse poupado, porém tombou com uma bala na testa.

O comboio seguiu viagem, abandonando os corpos no local. Somente no dia seguinte a policia de Piraquara foi avisada da existência de cadáveres na serra.

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