Comissão de Saúde cobra do Ministério desburocratização para aquisição de equipamentos de radioterapia

O presidente da Comissão de Saúde, Ney Leprevost, encaminhou documento ao Ministério da Saúde reivindicando atenção especial para a desburocratização na aquisição dos equipamentos de radioterapia no país. Faltam equipamentos radioterápicos nos 180 centros de referência no tratamento no país. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), são cerca de 209 aparelhos em todo Brasil, mas seriam necessários 365 para tratar todos os que necessitam. Quase 300 mil brasileiros serão encaminhados para a radioterapia em 2010, este número equivale a 60% dos 489 mil novos casos de câncer que estão previstos para este ano.
A estimativa da Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT) é que em 2010, mais de 100 mil pessoas com câncer ficarão sem radioterapia no Brasil.
Os aparelhos são importados e nenhuma de suas peças é fabricada no Brasil, por isso a morosidade e burocratização na importação e manutenção dos equipamentos. O alto custo é outra causa desta burocracia, pois cada aparelho não sai por menos de R$ 1,5 milhão e a fabricação só começa após o pagamento.
Para o presidente da SBRT, Carlos Manoel Mendonça Araújo, este problema poderia ser resolvido com a instalação de empresas fabricantes no país. 
Estou solicitando ao Ministério da Saúde atenção especial e incentivo à instalação de empresas fabricantes de equipamentos de radioterapia no país, pois assim encurtaria o tempo de espera pela entrega e reduziria o preço. Estas estimativas do Inca, para a quantidade de novos casos de câncer para este ano são chocantes. Sabemos como esta doença é traiçoeira, a demora e o tratamento inadequado podem ser fatais para a pessoa que sofre de câncer, afirma Ney Leprevost.

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