Comissão de Saúde vota parecer sobre a lei anti-fumo na segunda-feira

Presidente pede que Romanelli se desculpe com entidades classistas

 Chegou, nesta quinta-feira (13), às mãos do presidente da Comissão de Saúde, deputado Ney Leprevost, o parecer sobre o projeto que restringe o fumo em ambientes fechados no Paraná.

 Leprevost, imediatamente, convocou uma reunião da Comissão para a próxima segunda-feira, as 13h30, para votar o relatório feito pelo deputado Tadeu Veneri. Por mim, votaríamos o parecer hoje mesmo, mas a maioria dos deputados está no interior, disse.

 O parecer de Veneri é pelo trâmite normal do projeto anti-fumo e defende que o mesmo seja levado a decisão do Plenário. Veneri e Leprevost já estão com uma emenda pronta para incluir no projeto a obrigação legal do Estado de disponibilizar em toda rede de saúde pública assistência terapêutica e medicamentos antitabagismo para os fumantes que querem parar de fumar. O Governo copiou a lei de São Paulo, mas esqueceu de se comprometer a tratar as pessoas que querem deixar a dependência química. A inclusão desta emenda é uma condição básica para que a lei realmente alcance os efeitos desejados pela classe médica, afirma Ney.

 O presidente da Assembléia Legislativa, Nelson Justus, informou a Leprevost que pretende colocar em pauta o projeto na próxima quarta-feira, para primeira discussão em Plenário. Justus convidou o presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares, Marco Fatuch, para falar na sessão da próxima segunda-feira, sobre os prejuízos que a aprovação das restrições sem a permissão ao fumo em ambientes isolados poderá causar a economia. Já na sessão de terça-feira, Justus convidou os representantes da Secretaria Estadual de Saúde, que farão a defesa do projeto do jeito que foi enviado pelo governador Requião, ou seja, sem permitir ambientes isolados nos restaurantes e bares.

NEY REBATE ROMANELLI Leprevost aproveitou para pedir publicamente ao líder do Governo, Luiz Claudio Romanelli, que se desculpe com as classes dos panificadores, garçons, donos de restaurantes, dos jornaleiros e agricultores; a quem ele chamou de lobistas do cigarro na sessão desta quarta-feira (12). O deputado Romanelli, a quem eu respeito, cometeu um grave equívoco: ele disse que na AUDIÊNCIA PÚBLICA que foi feita pela Comissão de Saúde, por sinal de alto nível, os lobistas defenderam a manutenção dos fumódromos. Isto não é verdade, as pessoas que estiveram lá são presidentes de entidades classistas e estavam apenas cumprindo seu papel. Não é elegante, nem democrático, o líder do Governo ofender o presidente do Sindicato dos Panificadores, o presidente do Sindicato dos Jornaleiros, os representantes da Abrasel e do Sindotel. A divergência de opiniões é legítima e, na mesma audiência, foram ouvidos o CRM, a Associação Médica e as secretarias estadual e municipal de Saúde, afirma Ney.

 O deputado garantiu que o fato de seu irmão ser proprietário do Bar Brahma em nada influencia sua opinião sobre o projeto, ao contrário do que insinuou Romanelli. Sou a favor das restrições ao cigarro, minha postura como presidente da Comissão de Saúde é de que o projeto seja encaminhado ao Plenário. A única dúvida é se o fumo em ambientes isolados deve ser permitido ou não. A pesquisa da Paraná Pesquisas, feita em Curitiba e amplamente divulgada pela imprensa, dando conta que 78% da população é a favor da permissão em ambientes isolados, pode pesar em nossa decisão de voto no Plenário, mas jamais na Comissão de Saúde, que é, e tem que ser, completamente imparcial, afirma Ney.

 O deputado Reinhold Stephanes Junior já informou que irá apresentar um substitutivo ao projeto de Requião, garantindo o direito ao fumo em ambientes isolados.

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