EM RETA FINAL, CPI DA SAÚDE PSIQUIÁTRICA PRETENDE VERIFICAR SITUAÇÃO DOS USUÁRIOS DE CRACK EM CURITIBA

A CPI da Saúde Psiquiátrica, proposta pelo Deputado Ney Leprevost, entra na reta final de depoimentos e investigações. Criada para averiguar as denúncias sobre a situação da saúde mental no Paraná, abordou temas como: a falta de leitos, o fechamento de ambulatórios de saúde mental, as atividades dos profissionais de psiquiatria, a desassistência aos dependentes de crack, a falta de medicamentos para o tratamento, o fim da residência médica em hospitais e o abandono aos doentes mentais graves.
A Comissão abriu espaço para que os diversos setores pudessem dar o seu parecer sobre a grave crise na área e o debate entre a classe médica e os responsáveis pelos órgãos públicos. A última reunião recebeu como depoente o Dr. Marcelo Kimati Dias, diretor do Departamento de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba, que reconheceu os problemas na área e afirmou que a Prefeitura está buscando alternativas para contornar a situação e que é importante estreitar o diálogo entre os setores responsáveis e a classe médica.
Um panorama geral sobre o que foi investigado pela CPI Já foram realizadas sete reuniões da CPI da Saúde Psiquiátrica. Dentre os depoentes, estiveram presentes: o Dr. André Rotta Burkiewicz, Presidente da Associação Paranaense de Psiquiatria, o Dr. Marcelo Heyde, responsável pela área de psiquiatria do Hospital Nossa Senhora da Luz, o Dr. Ricardo Sbalqueiro, diretor clínico do Hospital San Julian, o Dr. Guilherme Gois, diretor da Clínica Ômega e o Dr. Marcelo Kimati Dias, diretor do Departamento de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Curitiba.
Dentre as principais denúncias recebidas estão: a fila de espera por atendimento que ultrapassa 5.000 pacientes, o fechamento de importantes hospitais que atendiam os doentes psiquiátricos, o atraso no repasse de verbas, a falta de medicamentos e, ainda, o sucateamento dos serviços. 
O Dr. André Rotta Burkiewicz trouxe diversas denúncias de pacientes que estavam sem receber medicação há mais de dois meses e outros que recebiam a receita de assistentes sociais ou clínicos gerais.
A CPI se prepara para sua finalização e os deputados pretendem agora sair a campo para entrevistar usuários de crack e verificar como estão sendo atendidos esses casos pelos setores responsáveis. Será preparado um Relatório Final com todas as denúncias e informações levantadas pela Comissão que será entregue ao Ministério Público e demais órgãos responsáveis para investigação. 
Compõem a CPI os deputados Ney Leprevost, Luiz Cláudio Romanelli, Stephanes Júnior, Osmar Bertoldi, Tadeu Veneri, Felipe Lucas e Gilson de Souza. Os suplentes são: Waldir Pugliesi, Marla Tureck, Duílio Genari, Pedro Lupion, Luciana Rafagnin, Tercílio Turini e Pastor Edson Prazczyk.

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