Governador veta “Lei Pinotti”

Amigas da Mama apóiam Ney Leprevost na derrubada do veto a garantia da mamografia gratuita a todas as paranaenses

Toda forma de prevenção ao câncer de mama é sim de interesse público. O projeto do deputado Ney Leprevost é extremamente importante para as paranaenses, declarou Maria Inês Malanga, presidente da Associação Amigas da Mama do Paraná.

Segundo Maria Inês, só o auto-exame não basta na hora do diagnóstico do câncer de mama: Muitas vezes, a mulher não consegue identificar o nódulo quando ele ainda tem cerca de um centímetro e, em 95% dos casos, tem cura. Só este fato já justifica a lei de Leprevost. Tudo o que for feito em benefício para se descobrir a doença o quanto antes tem o apoio da Associação das Amigas da Mama, afirma Maria Inês Malanga.

O projeto de autoria do deputado Ney Leprevost, aprovado em todas as instâncias da ALEP, estava sendo chamado de Lei Pinotti, em alusão ao médico que faleceu recentemente e foi autor de lei semelhante no Estado de São Paulo.

O governador Roberto Requião vetou a lei de Leprevost que obriga o Estado a oferecer mamografia gratuita às paranaenses com 35 anos ou mais, sob a alegação do projeto não representava interesse público. Agora, Ney, que é presidente da Comissão de Saúde, vai tentar a derrubada do veto em plenário.

Para a Dra. Valéria Lopes, vice-presidente da Associação das Amigas da Mama, a mamografia é também uma questão de baratear o custo da saúde no Paraná: Quanto antes diagnosticado o tumor, menos agressivo é o tratamento além de toda a questão de reabilitação da mulher no ambiente profissional e social. Hoje, desde a consulta geral, em uma unidade de saúde, passando pelo tempo desprendido em exames e uma consulta especializada, a mulher pode esperara até cinco meses. Se o câncer for do tipo evasivo, ela pode não ter mais chances de recuperação. O início do investimento em prevenção compra de equipamentos e profissionais especializados tem sim um custo alto, mas o diagnóstico tardio tem um muito maior: a morte, afirma Valéria, que cogita a possibilidade da realização de uma audiência pública interligando as entidades voltadas ao setor para conseguir a aprovação de lei de Leprevost.  

FALTA ESTRUTURA EM SAÚDE VOLTADA PARA MULHER NO ESTADO: Ney Leprevost acredita que esta seja uma boa oportunidade para levantar um debate mais amplo sobre o tratamento da saúde pública dispensado especialmente às paranaenses: Se pararmos para analisar, há bastante oferta de obstetrícia e outros serviços voltados para mulheres que estão em idade reprodutiva. É inclusive um aspecto machista não haver oferta que atende a demanda de exames mais complexos, que englobam a esfera feminina numa idade pós-fertilidade, quando elas precisam de cuidados mais atentos no que se refere à saúde, analisa Ney.

SOBRE A ASSOCIAÇÃO AMIGAS DA MAMA: Fundada em 2001, a Associação das Amigas da Mama (AAMA) a entidade nasceu da união de mulheres que vivenciaram o câncer de mama, tendo se conhecido no convívio durante o tratamento contra a doença.

Hoje, as 300 voluntárias revertem a experiência que tiveram com a doença em prol de outras mulheres que estão enfrentando a mesma situação e que precisam de apoio para que possam enfrentar a doença com mais força. Para saber mais, acesse: http://www.amigasdamamapr.com.br

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