Leprevost defende produção de Tamiflu no Paraná

Parlamentar cobra urgência de liberação do ministro da Saúde para produção da Universidade de Maringá

O presidente da Comissão de Saúde da ALEP, deputado Ney Leprevost, protocolou nesta terça-feira (01/09) um ofício ao ministro da Saúde, José Gomes Temporão, reforçando a solicitação da Universidade Estadual de Maringá (UEM), de produção do medicamento Tamiflu (similar), utilizado no tratamento da Nova Gripe.

No documento, Leprevost solicita análise da possibilidade de autorização para a fabricação paranaense da substância, argumentando ser da máxima urgência dada a situação da pandemia: O Paraná é o estado que mais apresenta óbitos por conta da Gripe A H1N1, já são 195 vidas perdidas no estado. A possibilidade de produção do similar do Tamiflu pela UEM, que foi considerada a melhor universidade do Paraná,  seria uma alternativa bastante eficiente, tanto na questão de suprir a demanda do medicamento, quanto na velocidade de administração do remédio no caso de diagnóstico do quadro de influenza.

Segundo informações, a UEM protocolou no Ministério da Saúde pedido de autorização para realizar o procedimento no dia 28 de agosto. Caso o governo federal autorize, a produção inicial poderá ser de 20 mil cápsulas por dia a um custo inferior do praticado em um laboratório privado.

Segundo a UEM, foi colocado à disposição do Ministério da Saúde o Laboratório de Ensino, Pesquisa e Extensão em Medicamentos e Cosméticos (Lepemc), por meio de sua Unidade de Produção de Medicamentos.

 Para a produção, o governo federal precisa liberar a matéria-prima do medicamento. A matéria-prima, adquirida em 2005, pode ser usada até 2016 se permanecer armazenada em tonéis.

Atualmente, o único responsável pela produção industrial do Tamiflu no Brasil é o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

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