Leprevost propõe boicote ao comércio de Garuva durante o carnaval, como forma de pressão pela retirada do sinaleiro que provoca engarrafamento

Os paranaenses que foram ao litoral do Paraná neste último final de semana, mais uma vez, enfrentaram filas intermináveis para retornar ao Estado pela estrada de Garuva. No domingo, por volta das 22 horas, a fila passava de 18 quilômetros. O transtorno se deve a um semáforo que a Prefeitura de Garuva, município de Santa Catarina, insiste em manter em funcionamento.

 O deputado Ney Leprevost que, desde o ano passado, tem gestionado junto a autoridades de Santa Catarina uma solução, entende que não há vontade política da prefeitura de Garuva para resolver o problema. O prefeito joga nas costas do governador e o governador sequer se manifesta porque o prefeito é de oposição. Na verdade, a impressão que tenho é de que a fila interessa a Garuva para manter o comércio fervilhando nessa época do ano. Dizem até que o grande posto de gasolina, e grande restaurante que tem ali, são de gente ligada ao prefeito, afirma Leprevost.

 Como forma de protesto contra o descaso da Prefeitura do município catarinense aos paranaenses que vão para o litoral, Leprevost está propondo uma manifestação durante o carnaval: Infelizmente, o prefeito de Garuva nos leva a sugerir aos paranaenses que boicotem o comércio daquele município neste feriado. Estou disparando emails para o Paraná inteiro pedindo que as pessoas não parem no posto, nem nos restaurantes da cidade, que não comprem nada dos ambulantes que ficam no sinaleiro. Talvez, assim, esse prefeito e o governo de Santa Catarina aprendam a ter mais respeito pela gente do Paraná, conclui o deputado.

 A assessoria de Leprevost informa que no início de dezembro de 2009, ele pediu audiência ao governador Luís Henrique para tratar do assunto, mas sequer obteve retorno de seu ofício.

 A solução para proteger os pedestres daquele município é simples: é só fazerem uma passarela. Não resolvem o problema porque não querem, enfatiza Ney Leprevost.

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