Ney apóia a campanha da Pastoral da Criança

O presidente da Comissão de Saúde, deputado Ney Leprevost, alerta para a importância de uma medida simples com crianças recém-nascidas, que pode diminuir o risco de morte súbita: atenção para o modo como o bebê está dormindo estudos comprovam que a posição de barriga para cima reduz em mais de 70% o risco de morte súbita.

 Preocupada com uma eventual desinformação dos pais, a Pastoral da Criança lançou a campanha nacional Dormir de barriga para cima é mais seguro. O deputado considera a iniciativa da entidade de suma importância, pois se trata de um assunto de interesse geral do público, e que pode salvar muitas vidas. A Pastoral está seguindo uma tendência mundial, difundindo a prevenção, como forma de evitar um futuro tratamento e, até mesmo óbito, afirma.

A campanha

 Lançada no dia 22 de junho, a campanha Dormir de barriga para cima é mais seguro, da Pastoral da Criança visa, com uma orientação simples evitar que bebês acabem morrendo por asfixia.

 A pesquisa realizada na cidade de Pelotas (RS) e coordenada pelo Dr. Cesar Victora, doutor em Epidemiologia pela London School of Hygiene and Tropical Medicine e pesquisador da UFPel e coordenador do Comitê de Mortalidade infantil da cidade de Pelotas desde o ano de 2006, mostra que apenas 21% dos bebês menores de 3 meses de idade dormem de barriga para cima e que essa posição é pouco utilizada pelas mães brasileiras.

 Segundo Victora, a informação de que ao dormir de barriga para cima o bebê vai aspirar o vômito e se afogar não passa de uma crença popular incorreta. Ao deitar de lado ou com a barriga para baixo o bebê respira um ar viciado, ou seja, o ar que ele próprio expira. Uma criança maior ou um adulto acordariam ou trocariam de posição para evitar o sufocamento, mas em alguns bebês a parte do cérebro que controla este reflexo não está desenvolvida. Por isso, ele acaba morrendo por asfixia, afirma o Dr. Cesar Victora.

 Os riscos de dormir de barriga para baixo são semelhantes a dormir de lado. Essa posição é instável e muitos bebês rolam e ficam de barriga para baixo. Se uma criança está deitada de barriga para cima e se afoga, sua tendência, por instinto, é tossir e com isso chamar a atenção dos pais. No caso da morte súbita, essa reação não acontece e a morte se dá de forma silenciosa. O Dr. Cesar Victora é enfático em responder a quem usa o argumento de que a criança, dormindo de barriga para cima, pode vomitar e se afogar com o vômito: é melhor engasgar do que morrer.

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