Ney Leprevost elabora projeto para garantir assistência aos portadores de doença pulmonar crônica

Falta de medicamentos para portadores de enfisema pulmonar sensibiliza Comissão de Saúde

A falta de medicamentos para portadores de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) foi pauta da reunião da Comissão de Saúde, presidida pelo deputado Ney Leprevost, desta terça-feira, (4).
Leprevost recebeu, juntamente com os deputados Marcelo Rangel, Rosane Ferreira, Dr. Batista, Reni Pereira e Dobrandino da Silva, as diversas entidades de portadores de doenças crônicas que reivindicaram ao Governo do Estado os medicamentos necessários para o tratamento.   
A presidente da DPOC, Edinete Dall Stella, expôs a atual situação dos portadores de enfisema pulmonar que não conseguem os medicamentos gratuitos, pois a Secretaria Estadual de Saúde não os disponibiliza por falta de padronização e critérios para a sua viabilização.
Os medicamentos para tratar a DPCO, nos estágios mais avançados, ainda não estão disponíveis para todas as pessoas, não existe um critério definido no Paraná, e os remédios são muito caros. Isso tem que mudar, pois a saúde é um direito de todos, afirma a portadora de DPCO e vice-presidente da ADPCO, Célia Maria de Andrade Almeida.  
Segundo o médico pneumologista, Rodney Frare e Silva, outros estados, como São Paulo, já disponibilizam a medicação para toda a população. Ele mesmo já encaminhou solicitação à Secretaria Estadual de Saúde, pedindo o protocolo referente ao remédio Tiotrópio.
Já temos o protocolo padrão para os medicamentos que tratam a DPCO, mas não está contemplado o Tiotrópio, pois é de alto custo e necessita de um planejamento e estabelecimento de critérios para a distribuição correta do remédio, diz a farmacêutica da Secretaria Estadual de Saúde, Deise Pontarolli.
O presidente da Comissão de Saúde, Ney Leprevost, comprometeu-se a protocolar um projeto de lei criando o Programa Paranaense de Assistência aos Portadores de Doença Pulmonar obstrutiva Crônica. Este programa inclui a isenção de impostos aos portadores da doença, remédios gratuitos, fisioterapia pulmonar, oxigênioterapia, isenção de energia e de impostos, vacinas, cadeiras de rodas e espirometria.

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