NEY LEPREVOST PEDE MAIS LEITOS EM HOSPITAIS PARA SOLUCIONAR CRISE NOS ATENDIMENTOS PSIQUIÁTRICOS

O deputado Ney Leprevost fez apelo esta semana aos organismos públicos das três esferas (municipal,estadual e federal), pedindo solução para a grave situação  quanto a falta de leitos para atendimento psiquiátrico. Em ofícios encaminhados às secretarias municipal  e estadual de saúde, e ao Ministério de Saúde, Leprevost  solicitou  o aumento do número de leitos em hospitais como também em Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) para tratamentos e internação de pessoas com transtornos psíquicos ou dependência química.

Segundo Ney  Leprevost que é  líder da Frente Estadual da Saúde e Cidadania,  existe uma situação muito crítica  com relação ao tratamento  e internação  de pessoas com transtornos psíquicos. Segundo a Associação Paranaense de  Psiquiatria, em Curitiba foram criadas 67 novas vagas em Caps no ano passado, mas 182 leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) em hospitais foram descredenciados no mesmo período.

Ainda com base nos dados da entidade, Leprevost que  em 2005 a capital tinha 542 leitos do SUS para psiquiatria em hospitais. Atualmente para alcançar esse índice, o município precisaria criar cerca de 170 novos leitos em Caps  ou hospitais gerais.

URGENTE REVISÃO

Ney Leprevost defende ainda a necessidade de uma revisão urgente  da Lei da Reforma Psiquiátrica que está em vigor desde 2001 e que vem causando toda sorte de problemas para quem precisa de tratamento.  A referida lei aposta no tratamento em rede, com a criação de novos leitos em Centros de Atenção Psicossocial(Caps) e em hospitais gerais. No entanto, as vagas criadas nesses centros não acompanha o rítmo  de leitos desativados em hospitais psiquiátricos. Com  isso o número de leitos destinados a internar pessoas não pára de cair.

Para  o deputado, uma parte de pessoas com transtornos psíquicos  precisam de tratamento prolongado e daí ser necessária internação. Apenas receitar medicamos ou atender pelo telefone, não resolve o problema.  Segundo denúncias, nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA), em Curitiba,  um psiquiatra de plantão é acionado por telefone que deve determinar a necessidade de internação, que só funciona em horário comercial, ou seja, de segunda a sexta-feira, das 8 às 16 horas.É inadmissível avaliar, por telefone, a necessidade de um paciente ser internado.E o pior, num horário reduzido.

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