NEY PROPÕE POLÍTICAS PÚBLICAS PARA PORTADORES DE AUTISMO

Como forma de mostrar engajamento a uma importante e sensível causa, o mundo amanheceu azul em 2 de abril Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Para o deputado Ney Leprevost, líder da Frente Estadual da Saúde e Cidadania, e que trabalha em prol de causas ligadas à saúde, o Transtorno do Espectro Autista e as síndromes relacionadas, como a de Asperger, precisam ser reconhecidos como uma especialidade pelos legisladores nacionais.

Embora algumas crianças estudem em escolas regulares e alguns adultos portadores de autismo consigam se inserir no mercado de trabalho, ainda há muitos cidadãos que ficam à margem da sociedade educacional e laborativa, por desconhecimento e discriminação desde a infância. É sabido que os autistas possuem extrema capacidade de concentração e uma habilidade incrível para números, que podem ser desenvolvidas e estimuladas. O autismo não é curável, mas é tratável, avalia Ney.

Para o parlamentar, é dever da União, dos estados e dos municípios criar, propor e implantar políticas públicas destinadas aos portadores de distúrbios do espectro autista, objetivando incluí-los desde a infância no ensino regular, com tratamento e apoio adequados à sua evolução e desenvolvimento, e garantindo acompanhamento clínico por toda a vida adulta.

O autismo é uma síndrome que afeta o desenvolvimento da comunicação, tanto através da fala quanto por expressões faciais, gestos, postura corporal, interesses restritos e, também, o relacionamento social. Autismo é um termo geral para descrever um grupo de transtornos que fazem parte do Transtorno do Espectro Autista (TEA). O diagnóstico e o tratamento precoces aumentam as chances de desenvolvimento dos portadores.

O tratamento do autismo consiste em intervenções psicoeducacionais, orientação familiar, desenvolvimento da linguagem e da comunicação, através de uma equipe multidisciplinar composta por psiquiatra, psicólogo, pedagogo, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, fisioterapeuta e educador físico capazes de avaliar e propor programas individualizados de intervenção.

Eis alguns sintomas do autismo, que costumam aparecer em crianças entre 0 e 3 anos de idade: não bate palmas, não dá tchau, não atende a ordens simples, não olha nos olhos de quem está falando, não responde com o olhar quando chamado pelo nome, não aponta o dedo para indicar o que deseja, pega na mão do adulto e a coloca sobre o que deseja, mantém pouco ou nenhum contato visual, começa a caminhar tarde e o faz nas pontas dos pés, agita as mãos excessivamente, não sorri em resposta ao seu sorriso, não imita as suas ações, é pouco ou excessivamente sensível a ruídos, não brinca de maneira convencional com os brinquedos, e não olha para o que você está apontando.

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