Ney recomenda: Total de portadores de demência dobrará em 20 anos, diz estudo

Total de portadores de demência dobrará em 20 anos, diz estudo
Relatório mostra que o aumento será maior em países em desenvolvimento

Um relatório publicado ontem por pesquisadores do King”s College, em Londres, aponta que o número de pessoas com demência, incluindo a doença de Alzheimer, dobrará a cada 20 anos. Em 2030, eles preveem que haverá mais de 65 milhões de pacientes com o problema no mundo e, em 2050, 115 milhões.

Desde 2005, o número de pessoas com demência cresceu 10% em todo o planeta. O aumento se deve em parte ao maior número de pesquisas realizadas em países em desenvolvimento. “Há vários investigadores que têm alertado as autoridades, especialmente na última década, para o crescimento exponencial de demências nos próximos anos”, afirma o neurologista Paulo Caramelli, professor de neurologia da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

O relatório também prevê que haverá um aumento mais significativo nos casos de demência em países pobres e em desenvolvimento. Isso porque a expectativa de vida nesses locais tende a crescer mais nas próximas décadas do que em países desenvolvidos. Sabe-se que a demência está diretamente ligada ao envelhecimento cerebral.

Os pesquisadores estimam que, já em 2010, 58% dos casos de demência estarão concentrados em países mais pobres. Para 2050, a previsão é de que os países pobres e em desenvolvimento abriguem 70% dos pacientes com a doença.

Outro fator que contribui para o aumento de dementes nesses países é o pior controle de fatores de risco cardiovascular. Hipertensão não controlada, colesterol elevado e diabetes podem causar microinfartos em vasos do cérebro, o que prejudica a oxigenação e a chegada de nutrientes à região. Se as lesões ocorrem com frequência, há chances de haver declínio cognitivo com o tempo.

“É possível falar de medidas que possam ter algum impacto na redução da demência. Uma das principais é o controle do risco vascular”, diz Caramelli.

Estudos mostram que a opção pela dieta mediterrânea, a prática constante de exercícios físicos e a manutenção de atividades intelectuais contribuem para retardar o início ou, ao menos, a evolução da doença.

Fonte: Folha de São Paulo

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