Parque Histórico de Carambeí será declarado de utilidade pública

O resgate de nossa memória é a garantia de um futuro com bases sólidas. Como forma de apoio ao movimento cultural do Paraná, o deputado Ney Leprevost protocolou uma solicitação declarando o Parque Histórico de Carambeí de utilidade pública, assegurando que o espaço, localizado nos Campos Gerais, tenha seu devido valor reconhecido.

O projeto do Parque Histórico de Carambeí é ambicioso e profissional: apresenta uma larga base intelectual solidificada em projetos bem sucedidos de estados com uma vertentes turísticas, como Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, desenvolvendo projeções de potencial de captação econômico, por meio de investimentos público-privados, resgate do valor histórico-cultural e qualidade na infra-estrutura oferecida. A idéia é exercer a função de Arranjo Produtivo Local, uma forma eficiente de impulsionar essa indústria sem chaminés, que é o turismo.

A exemplo da grande comemoração do centenário da imigração japonesa ao Brasil, em 2008, o Paraná celebra em 2011 os cem anos de colonização holandesa. Aproveitando a data para valorizar o patrimônio cultural da cidade, o Parque Histórico de Carambeí apresenta um novo conceito de museu, que integra um acervo que apresenta a história dos pioneiros holandeses, espaço para eventos (que abrigou mais de 20 mil pessoas na última Festa do Imigrante), e exposição de tratores. O Parque Histórico de Carambeí é um exemplo da evolução do conceito de museus no Paraná: um espaço amplo e versátil, que nos remete, ao mesmo tempo, o passado e o futuro, destaca Ney. Ainda segundo o deputado, a novidade da interdisciplinaridade do espaço em Carambeí é um grande estímulo para o turismo na localidade: Nos Campos Gerais, a ocupação territorial foi feita por índios, tropeiros e imigrantes europeus, dentre eles os holandeses, organizou municípios com traços familiares ao Velho Continente. Conhecer a nossa história e, ao mesmo tempo, as novas tecnologias utilizados no campo é fortalecer o elo com as raízes do nosso Estado, diz.

A área de cem mil metros quadrados, anexa à Casa da Memória, tem peças em processo de catalogação junto ao Instituto do Patrimônio Histórico Nacional.  A preservação de patrimônio histórico é uma forma de manutenção da identidade paranaense, complemente Ney.

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