POLICIAL MORTO EM CAMPO LARGO SERÁ HOMENAGEADO NOS 160 ANOS DA POLICIA CIVIL

Acontece nesta sexta-feira (13) uma sessão especial que vai comemorar os 160  anos da Polícia Civil do Paraná. Segundo o deputado Ney Leprevost, que propôs a sessão especial, na oportunidade será feira uma homenagem em memória ao Superintendente da Delegacia de Campo Largo, Marcos Antonio Gogola, que morreu recentemente em trabalho.

Também serão lembrado os demais policiais que perderam a vida em serviço. Temos que reconhecer a importância dessas pessoas que diariamente estão em ação, colocando suas vidas em risco na busca da eficácia do combate ao crime, com o objetivo maior de manter a segurança pública, enfatizou Leprevost. 

Segundo o deputado, no evento que contará também com a presença do Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança, será instalada a Academia de Letras da Policia Civil do Paraná. Leprevost destacou que a Policia Civil está cada vez mais interagindo com a população, procurando mostrar uma série de serviços que tem a disposição, como o Instituto de Identificação do Paraná que faz carteiras de identidade, emite certidões, como também o Núcleo de Repressão aos Crimes contra a Saúde, Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes  (Nucria), a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) e o  Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride).Essas funções são divulgadas junto à população  por intermédio de ações, como o Mutirão da Cidadania  que esclarece como funcionam as coisas e  quem as pessoas devem procurar na hora que precisarem.

PRINCIPE IMPERIAL 

A presença do Principe Dom Bertrand de Olerans e Bragança, é explicada pelos fatos históricos que dão origem à polícia civil. Dom Bertrand Maria  de Orléans e Bragança é o atual príncipe imperial do Brasil , cargo auto intitulado por si e por sua família mesmo após a implantação da república .É o terceiro filho varão de D. Pedro Henrique de Orléans e Bragança, então Chefe da Casa Imperial Brasileira e de D. Maria Isabel da Baviera. 

O Rei de Portugal D. José I cria em 1760, o cargo de Intendente Geral de Polícia da Corte e do Reino, com amplos poderes e ilimitada jurisdição, estendendo-se, portanto, ao Brasil, com o objetivo de garantir a ordem, a segurança e a paz públicas. Nas vilas haviam os Delegados e Subdelegados do Intendente, como seu representante.

Em 22 de novembro de 1871, por Decreto Imperial nº 4824, foi instituído o inquérito policial. Em 17 de junho de 1911, pelo Decreto nº 262, foi criada a Guarda Civil do Paraná, órgão civil, incumbido de auxiliar na manutenção da ordem e segurança públicas, e teve honrosa atuação, sendo considerada corporação de elite da Polícia Civil.

É publicada em 1918 a obra “O Agente Policial”, de autoria de Antonio Francisco Nauffal que se constitui numa das primeiras manifestações sobre o desempenho, a utilidade e os meios necessários para a missão policial, enriquecida com a divulgação de técnicas de polícia científica, cujo uso na época era considerado heresia. 

Somente em 1922, pela Lei nº 3052 é criada a polícia de carreira. A Emenda Constitucional nº 03 de 1971 fixou a organização da Polícia Civil com carreiras funcionais, criou o Conselho da Polícia Civil e determinou o provimento da carreira de Delegado de Polícia por Bacharel em Direito, aprovado em concurso público.

 

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