Com Cartão Futuro, governo prevê a contratação de 20 mil aprendizes e a redução da evasão escolar

Programa paga uma parte do salário de estudantes entre 14 e 21 anos contratados pelas empresas. Regiões com maior evasão escolar estão sendo visitadas para cadastramento de alunos.

As secretarias estaduais de Justiça, Família e Trabalho, da Educação e do Esporte e a Casa Civil estabeleceram uma parceria para abrir oportunidade a estudantes da rede estadual do Paraná aliarem formação técnica, profissional e remuneração mensal sem que precisem deixar o estudo formal. É o Cartão Futuro, um programa do Governo do Paraná que incentiva a manutenção e a contratação de jovens aprendizes por empresas paranaenses.

Pelo programa, o governo paga uma parte do salário de estudantes entre 14 e 21 anos contratados pelas empresas. Com isso, abre as portas para o primeiro emprego e ainda ajuda a combater a evasão escolar.

A expectativa é que o Cartão Futuro incentive a contratação de 20 mil aprendizes, preferencialmente em microempresas e empresas de pequeno porte, que não são obrigadas por lei a empregar jovens aprendizes. E que possibilite a manutenção de até 15 mil contratos de trabalho já em andamento.

*CORPO A CORPO* – O programa está sendo apresentado em escolas, empresas e associações empresariais de todo o estado. “Estamos fazendo um trabalho de corpo a corpo, com apresentações para o setor empresarial, associações comerciais e industriais e escolas dos municípios”, explica o chefe da Casa Civil, Guto Silva. “Os funcionários das agências do trabalhador estão orientados para fazer contatos com as empresas locais de todos os portes e nosso foco são as regiões de maior vulnerabilidade social. É uma força tarefa que envolve todo o governo”, acrescenta.

O secretário Justiça, Família e Trabalho, Ney Leprevost, destaca a abrangência do programa. “Este é o maior programa no Brasil para o primeiro emprego do jovem aprendiz. Estamos trabalhando incansavelmente para garantir acesso dos paranaenses ao mercado de trabalho”, diz.

“Como as vagas para menor aprendiz exigem que o jovem esteja matriculado, o programa permite que ele possa ajudar no sustento da família, com uma ocupação formal, tenha uma qualificação profissional e ainda continue na escola”, explica o coordenador-geral de Gestão da Sejuf, Cristiano Ribas.

*MAPEAMENTO* – A Secretaria da Educação mapeou as regiões e as escolas com maior índice de evasão escolar. Através desses dados, servidores das 216 Agências do Trabalhador e Postos Avançados da Secretaria de Justiça, Família e Trabalho irão às escolas para intermediar as vagas disponibilizadas pelas empresas da região.

Um dos focos da ação é fazer o cadastro dos estudantes da Educação Profissional de 297 escolas localizadas em 167 municípios, de todos os 32 Núcleos Regionais da Educação.

Nesta semana, o chefe da Casa Civil e o secretário da Educação e do Esporte, Renato Feder, visitaram as regiões de Maringá e Cascavel para apresentar o programa às escolas. No Colégio Estadual Juscelino K. de Oliveira, em Maringá, visitado na quinta-feira (21), por exemplo, são ofertados cursos técnicos de Segurança do Trabalho, Técnicos em Edificações e Meio Ambiente.

Na última quinta-feira, o secretário Ney Leprevost, apresentou o programa a empresários de São José dos Pinhais e foram assinados termos de adesão.

“Com o cartão futuro, vamos ajudar os nossos estudantes a dar os primeiros passos no mercado de trabalho”, afirma Renato Feder “Quando a escola abre as portas para o mercado de trabalho, os nossos alunos e alunas têm mais um incentivo para seguir estudando, para continuar aprendendo. E quanto mais alunos estudando, melhor para o nosso Estado”, conclui.

*COMO FUNCIONA* – O Estado tem hoje 1,044 milhão de estudantes matriculados em 2.116 escolas nos 399 municípios. A prioridade é atender sobretudo os jovens que estejam em situação de vulnerabilidade social.

O auxílio financeiro pago pelo governo por meio do Cartão Futuro é de R$ 300,00 e pode chegar a R$ 450,00 para jovens com deficiência, egressos de unidades prisionais, do Sistema de Atendimento Socioeducativo ou que estejam cumprindo medidas socioeducativas. O subsídio é mensal durante o período de até dois anos. Caso o contrato de trabalho já esteja em vigor, o programa irá garantir três meses de forma emergencial, para a manutenção da vaga.

O Governo do Estado vai disponibilizar R$ 57,8 milhões em subsídios para o programa, sendo R$ 50 milhões do Fundo da Infância e Adolescência (FIA) deliberados pelo Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca) e o restante do Fundo Estadual de Combate à Pobreza.

(Via Assessoria de Imprensa – Edson Fonseca, com a colaboração das assessorias de imprensa da Casa Civil e Secretaria de Educação)

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