Comissão de Saúde da ALEP alerta: cuidado com as clínicas piratas de tratamento para dependentes químicos

A sociedade brasileira está perdendo a guerra contra as drogas essa conclusão se torna óbvia quando ligamos a TV ou acompanhamos as notícias: são milhares de vidas perdidas na guerra entre traficantes, em um negócio dos mais lucrativos do planeta.

O drama da drogadição afeta a família inteira do dependente químico. E a busca pela cura passa por processo demorado e doloroso de desintoxicação o qual, muitas vezes acontece em uma comunidade terapêutica ou uma clínica particular. Mesmo esse processo sendo bem sucedido, o paciente precisará se policiar o resto de sua vida para que não reincida.

Além de todas as questões pontuadas, uma reportagem do jornalista Eduardo Faustini, exibida na última edição do programa Fantástico alerta para práticas violentas adotadas em clínicas de tratamento para os dependentes.

Para o deputado Ney Leprevost, presidente da Comissão Saúde da Assembléia Legislativa do Paraná, é preciso uma fiscalização mais rígida quanto às práticas desses estabelecimentos; Acompanhamos durante a matéria uma série de exemplos de ex-dependentes que sofreram abusos das clínicas. O grande problema no Brasil é que, por falta de fiscalização, comunidades terapêuticas e clínicas de tratamento clandestinas são bastante comuns e, por serem mais baratas, acabam tendo bastante demanda, explica o parlamentar.

Agora, a Comissão de Saúde vai enviar um ofício à Vigilância Sanitária solicitando informações sobre como está a fiscalização, quantas comunidades terapêuticas e clínicas de reabilitação existem no Paraná para que o trabalho possa ser acompanhado de perto: Não podemos permitir que estes estabelecimentos visem somente o lucro, literalmente utilizando suas dependências como depósito de pacientes, conclui Leprevost.

Leprevost alerta as famílias para que, antes de internarem os dependentes químicos, verifiquem se a clínica é autorizada pela Vigilância Sanitária.

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