Comissão de Saúde da ALEP alerta para problemas de surdez precoce

Fonoaudiólogas orientam professores sobre indícios de problemas auditivos nas crianças
 

 De acordo com o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), 5,7 milhões de brasileiros possuem algum grau de deficiência auditiva. Cerca de 6% das crianças, com idade de até 4 anos, sofrem de perda auditiva ocorrida nos primeiros 3 anos de vida.

 No Brasil, a surdez é descoberta tardiamente. A idade média do diagnóstico de distúrbio de audição varia em torno de 3 a 4 anos de idade, podendo levar até 2 anos para ser concluído.

 De acordo com Ângela Ribas, presidente do Conselho Regional de Fonoaudiologia, quanto mais cedo o diagnóstico, menos atraso a criança vai ter no desenvolvimento da linguagem, desenvolvimento cognitivo, físico e motor da criança. 

 Cerca de 10 a 15% das crianças em idade escolar são portadoras de deficiência auditiva moderada e cerca de 2% são portadoras de deficiência auditiva que exigiriam o uso de aparelhos de amplificação sonora.

 Para o presidente da Comissão de Saúde da ALEP, deputado Ney Leprevost, é muito importante orientar a população sobre a realização de testes em recém nascidos, e também orientar a importância do uso de aparelhos auditivos nas crianças com idade pré-escolar, quando necessário. Desta maneira, a criança com a deficiência auditiva poderá receber uma educação especial e desenvolver todo seu potencial, diz.

 Leprevost diz ainda que é preciso chamar atenção para o problema. A população deve estar atenta principalmente como perceber quando há algum problema com a criança. Geralmente é uma criança desatenta e até avaliada com hiperatividade nas escolas. Mas muitas vezes pode se tratar de algum problema auditivo com ela, alerta.

 Em Curitiba, a Semana da Saúde Auditiva vai dar uma atenção especial para a surdez infantil, um problema que atinge de 3 a 5 crianças em cada 1000 nascidas no País. Cerca de 10 a 15% das crianças em idade escolar são portadoras de deficiência auditiva moderada e cerca de 2% são portadoras de deficiência auditiva que exigiriam o uso de aparelhos de amplificação sonora.

Mais informações: Instituto Focosocial (41) 96969205 e 30791414
 
 DICAS QUE PODEM IDENTIFICAR POSSÍVEIS PROBLEMAS DE AUDIÇÃO:
– A criança não se assusta com ruídos ou não se vira em direção ao som;
– Não atende quando chamada;
– Usa bastantes gestos para se expressar ou se comunicar;
– Apresenta trocas, omissões, substituições, distorções na fala ou na escrita;
– Tem necessidade de aumentar o volume do rádio ou da televisão;
– Não tem interesse por ruídos no ambiente;
– Tem dor de ouvido constante;
– Apresenta dificuldade na compreensão das coisas;
– Suas frases e histórias são incompletas ou sem sentido;
– O aluno não adquire fala e linguagem segundo os padrões esperados.

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