Comissão de Saúde da ALEP estimula realização do teste da AIDS

Comemora-se nesta terça-feira (01), o Dia Mundial de Combate à AIDS: doença complexa ainda sem cura que, por conta da desinformação, infecta milhares de pessoas por ano no mundo todo.

No Paraná, segundo o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), a incidência de pessoas infectadas pelo vírus está diminuindo nos últimos cincos anos. O SINAN informa que, em 2004, eram de 12,96 casos para cada 100 mil habitantes, já em 2008 o índice caiu para 7,72.

O deputado Ney Leprevost, presidente da Comissão de Saúde da ALEP, atribui essa queda nos casos de soropositivo no estado às campanhas bem sucedidas de prevenção e educação sexual: Os órgãos responsáveis pela saúde tem desempenhado trabalho bastante competente quanto a conscientização popular, na proteção e prevenção da doença. No entanto, é preciso bater na tecla da necessidade de realização de testes para diagnosticar a doença.  Mesmo que a cura ainda não tenha sido encontrada, hoje o paciente tem condições plenas de viver com saúde e conforto, também nos casos de constatação do vírus, a constatação precoce é importante para que a pessoa não transmita a sua condição a possíveis parceiros, alerta.

Num período de 20 anos, mais de 22 mil paranaenses foram diagnosticados com a doença. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, os mais afetados no estado são os homens, respondendo por 66,17% dos casos. No entanto, de 2004 para cá, foram observados sensíveis aumentos nos casos em meninas, na faixa etária dos 13 a 19 anos. As regiões com maior incidência de casos são Paranaguá, com 24,5 casos para 100 mil habitantes, região de Londrina, com 16,5 casos, e região metropolitana de Curitiba, com 15,2 casos por 100 mil habitantes.

O número de óbitos também caiu. Em 1995 foram notificados 857 casos no Paraná, com 515 óbitos. Em 2008 foram 1.298 casos, sendo que 254 portadores morreram. Com o acesso aos medicamentos gratuitos, o número de óbitos reduziu, mas as pessoas continuam se contaminando, por isso estamos investindo em prevenção, enfatizou o coordenador.

FAÇA O TESTE: O diagnóstico da infecção pelo HIV é feito por meio de testes, realizados a partir da coleta de uma amostra de sangue. Esses testes podem ser realizados nos laboratórios de saúde pública, por meio do atendimento do usuário nas unidades básicas de saúde, em Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) e em laboratórios particulares.

Nos CTA, o teste anti-HIV pode ser feito de forma anônima e gratuita. Nesses Centros, além da coleta e da execução dos testes, há um processo de aconselhamento, antes e depois do teste, feito de forma cuidadosa, a fim de facilitar a correta interpretação do resultado pelo paciente.

Todos os testes devem ser realizados de acordo com a norma definida pelo Ministério da Saúde e com produtos registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA/MS) e por ela controlados.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, em uma ação iniciada em 13 de outubro, mais de 50 mil testes já foram realizados no estado, tendo apontado 527 positivos. A mobilização está acontecendo em 181 municípios paranaenses.
 
SINTOMAS

Inabilidade do sistema de defesa do organismo humano para se proteger contra microorganismos invasores, tais como: vírus, bactérias, protozoários, etc.

Este vírus tem período de incubação prolongado antes do surgimento dos sintomas da doença, infecção das células do sangue e do sistema nervoso e supressão do sistema imune.

O vírus HIV destrói os linfócitos – células responsáveis pela defesa do organismo -, tornando a pessoa vulnerável a outras infecções e doenças oportunistas, chamadas assim por surgirem nos momentos em que o sistema imunológico do indivíduo está enfraquecido.

Há alguns anos, receber o diagnóstico de AIDS era quase uma sentença de morte. Atualmente, porém, a AIDS pode ser considerada uma doença de perfil crônico. Isto significa que é uma doença que não tem cura, mas tem tratamento e uma pessoa infectada pelo HIV pode viver com o vírus por um longo período, sem apresentar nenhum sintoma ou sinal.

Fonte: www.aids.gov.br

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