Comissão de Saúde da ALEP participa da campanha da ABP de prevenção ao suicídio

Segundo a Organização Mundial da Saúde, nos últimos 45 anos, a taxa de suicídios cresceu 60%, podendo aumentar para 74% entre 2002 e 2020, chegando a um suicídio a cada 20 segundos – hoje, a taxa é de um a cada 40 segundos.

No Brasil, estimativas sugerem que ocorram 24 suicídios por dia, mas o índice deve ser 20% maior. Entre os jovens, a taxa multiplicou-se por dez de 1980 a 2000: de 0,4 para 4, traduzindo um número de tentativas é de dez a 20 vezes mais alto do que o de mortes.

Por ser tabu e muitas vezes estar mascarado como acidentes domésticos ou de trânsito, são poucas as medidas para conter as tentativas de acabar com a própria vida poder público. Em 2006, o Ministério da Saúde lançou a Estratégia Nacional de Prevenção ao Suicídio e, agora, a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) lançou um projeto de prevenção ao suicídio: são materiais informativos para o público leigo e um manual de informações para a imprensa e será veiculado em rede nacional um vídeo de 30 segundos sobre o problema.

O deputado Ney Leprevost, presidente da Comissão de Saúde da Assembléia Legislativa do Paraná, apóia a campanha que pretende focar na prevenção do problema, com o argumento de que alguns transtornos mentais frequentemente estão envolvidos com o suicídio. Segundo um estudo da OMS com mais de 16 mil pessoas, 90% dos casos puderam ser relacionados com problemas como depressão, ansiedade, uso excessivo de álcool e drogas e esquizofrenia problemas cujo tratamento compete também à saúde pública. Assim, o suicídio também é questão de saúde pública, que pode ser minimizada com campanhas incentivando as pessoas a buscar tratamento psicológico ou psiquiátrico, afirma Leprevost.

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