Discurso do deputado Ney Leprevost em defesa dos médicos e da saúde

Sr. Presidente, Deputado Nelson Justus, Sras e Srs Deputados, 38% do Produto Interno Bruto, ou seja, 38% de tudo que a nação produz, 38% de tudo aquilo que é resultado do trabalho do pobre e do rico, vai para as mãos dos governos federal, estadual e municipal, através de impostos, taxas e tributos 38% da riqueza nacional. Ou seja, o trabalhador, comerciante, profissional, o empresário pequeno, grande e médio, brasileiros, trabalham os cinco primeiros meses do ano só pagando impostos para os Governos Federal, Estadual e Municipal.

Acontece que pagamos tributos de Primeiro Mundo no Brasil. Mas, lamentavelmente, recebemos, por parte do Poder Público, na maioria das vezes, serviços de Terceiro Mundo. Para que se tenha uma idéia, o Presidente Obama, nos Estados Unidos, está fazendo uma cruzada, enfrentando uma resistência muito grande dos adversários pela Saúde. Lá nos Estados Unidos, onde o sistema  de saúde é falho e 30 milhões de pessoas não tem acesso à saúde, investe-se 12% do Produto Interno Bruto em saúde. O Brasil investe 3.5% do seu PIB nesta área.

Portanto, precisamos com urgência de regulamentação de tal Emenda 29, que tanto se fala, há tantos anos fazem discursos sobre ela no Congresso Nacional, mas não regulamentam de uma vez essa emenda.

Promovemos de manhã, através da Comissão de Saúde desta Casa, uma região muito positiva e construtiva, onde estiveram presentes as principais entidades da área médica, Associação Médica, Conselho Regional de Medicina, enfim, tivemos aqui dezenas de entidades da área médica e lançamos uma campanha pela regulamentação a Emenda 29.

Porque é essa emenda que vai garantir o dinheiro para a saúde pública no Brasil. A Emenda 29 estabelece que o Governo Federal tem que gastar, no mínimo, 10% da sua arrecadação com assistência à saúde. Ela estabelece que os governos estaduais tem que gastar, no mínimo, 12% com assistência à saúde, e os governos municipais 15%.

Nos últimos anos, 100 hospitais no Estado do Paraná fecharam as suas portas, por falta de dinheiro. A grande maioria dos hospitais filantrópicos beneficentes, Santas Casas de Misericórdia do interior do Paraná. Quem vive no interior a maioria dos deputados daqui tem base no interior sabe o quanto as Santas Casas são fundamentais para o atendimento de baixa complexidade nos municípios do interior.

Hoje, lançamos aqui uma campanha, porque quem está no poder só entende uma linguagem, que é a da pressão. Vamos pressionar o presidente da República, o Ministério da Saúde, os senadores, os deputados federais pela aprovação da Emenda 29e pelo aumento dos repasses do SUS.

Hoje, deputado Nelson Justus, um médico está recebendo pouco mais de R$2 por uma consulta. É uma vergonha uma pessoa que estuda oito anos, que o médico chega a estudar, com as residências que faz, cerca de oito anos e depois continua estudando a vida inteira. É uma vergonha pagarem por uma consulta médica pouco mais de R$2.

Então, estamos na luta pelo aumento na luta pelo aumento dos repasses do SUS e pela regulamentação da Emenda 29 e, para isto, lançamos hoje aqui uma campanha em que pretendemos colher mais de 100 mil assinaturas, que serão encaminhadas ao Sr. Presidente da República.

As pessoas que querem ajudar a melhorar a Saúde Pública nesses Brasil, que querem garantir a Emenda 29, que é a emenda que dá dinheiro para a saúde, que querem o aumento de repasses do SUS para melhorar a qualidade do atendimento médico e hospitalar, peço que assinem essa emenda. A assinatura pode ser virtual, eletrônica, através de nosso site: www.neyleprevost.com.br e aqueles que quiserem colher o maior número de assinaturas, podem entrar em contato com o nosso gabinete, que estarei enviando também o modelo desse abaixo-assinado.
Saúde deve ser prioridade.

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