Enxaqueca

Enxaqueca pode aparecer por causa do comportamento no trabalho

Horas diante do microcomputador, muito café, noites mal dormidas e outras atitudes atraem as dores de cabeça

Enxaqueca. Essa palavra por si só já causa dores de cabeça em milhões de pessoas. Devido a esse mal, muitos têm dificuldades no trabalho, mas também há casos em que as condições inadequadas ou os excessos na atividade profissional estimulam o aparecimento da enxaqueca.

Existem diversos fatores que propiciam o surgimento das dores de cabeça desse tipo, tais como tensão emocional, menstruação, certos alimentos, álcool, dormir a mais ou a menos, claridade, barulho, gripes, estados febris em geral, alterações na temperatura ambiente, leitura, computador ou TV em excesso, jejum prolongado, café, cigarros, remédios etc.

Observe que poucas horas de sono, muito tempo diante do micro, alimentação ruim e cigarros somados a generosas doses de café, itens que compõem a rotina de muitos trabalhadores, podem facilmente provocar uma crise de Enxaqueca. As chances são ainda maiores em quem tem alguma predisposição ao mal.

A Enxaqueca é causada por um erro bioquímico na função de alguns centros cerebrais, aumentando as possibilidades de aparecer dor. Essa vulnerabilidade é, em grande parte, herdada. Cerca de 80% dos pacientes com enxaqueca têm a questão da hereditariedade envolvida

Dicas para evitar a enxaqueca

– Procure não fumar ou ficar perto de quem fuma;

– Evite o consumo diário de cafeína (café, refrigerantes, entre outros);

– Beba muita água, sempre;

– Não tome pílula anticoncepcional. Procure métodos alternativos;

– Não faça reposição hormonal convencional;

– Vá dormir mais cedo, e não pense que é o mesmo que acordar mais tarde;

– Procure acordar todos os dias no mesmo horário;

– Não “pule” refeições, especialmente a da manhã;

– Exclua o leite de vaca de sua dieta;

– Consuma derivados fermentados do leite, como iogurtes naturais e leites fermentados (tipo Yakult);

– Não coma doces em excesso;

– Evite o consumo de pães;

– Evite o consumo freqüente de massas, e quando consumir, prefira as integrais ou cozidas “al dente”;

– Evite o queijo amarelo. Pode comer queijo fresco;

– Evite chocolate em excesso;

– Evite carne de frango, ela pode conter altos teores de antibióticos, hormônios artificiais entre outros aditivos;

– Evite o consumo de produtos industrializados. eles podem conter substâncias desencadeantes;

– Procure consumir frutas e verduras de cultivo orgânico.

Criança também tem enxaqueca
Fonte: Lúcia Fontenelle, presidente do Comitê de Neurologia da SOPERJ

Neuropediatra da SOPERJ dá dicas de como descobrir se é ou não enxaqueca

Ao contrário do que grande parte das pessoas pensa, enxaqueca é um tipo de dor de cabeça muito freqüente na infância. A neuropediatra Lúcia Fontenelle, presidente do Comitê de Neurologia da SOPERJ, explica que de acordo com a idade e o sexo, a incidência da enxaqueca varia de 5 a 10% na população infantil, sendo mais comum nas adolescentes.

Segundo a neuropediatra, a idéia de que criança não tem enxaqueca é conseqüente de duas questões. A primeira está relacionada às dificuldades da criança pequena em caracterizar o tipo de dor que sente e informar adequadamente aos pais. A segunda certamente está ligada ao perfil clínico da enxaqueca infantil, que é um pouco diferente da crise sofrida pelo paciente adulto. É comum que os pais que tenham enxaqueca não reconheçam que a dor de cabeça que tanto incomoda os filhos seja, também, enxaqueca, afirma a especialista.

Lúcia Fontenelle lembra que a enxaqueca do adulto caracteriza-se por dor que costuma se situar numa metade da cabeça, ser latejante, intensa e prolongada, e, muitas vezes, acompanhada de náuseas, fotofobia e fonofobia (a luz e o barulho incomodam em demasia). Geralmente o paciente não consegue participar de qualquer atividade. Ele falta ao trabalho, procura um ambiente escuro e quieto, se automedica com analgésicos e procura dormir para ter alívio. Já a criança, também não consegue ir ao colégio, pára de brincar e procura o mesmo ambiente silencioso e escuro para adormecer. Mas, ao contrário do adulto, a dor nem sempre se localiza na metade da cabeça, muitas vezes não é latejante, e possui menor duração. Em alguns casos, a luz e o barulho não incomodam. Quanto menor a criança, mais diferentes são as características da enxaqueca.

Até mesmo os bebês podem sofrer de enxaqueca. No caso deles a enfermidade pode se expressar pelo chamado torcicolo paroxístico ou seja, desvio transitório da cabeça, ora para o lado direito, ora para o esquerdo. Um pré-escolar pode apresentar vertigem, dor abdominal e vômitos cíclicos, entre outros sintomas – como manifestação da enxaqueca – mesmo quando tais quadros não são acompanhados por dor de cabeça. Nessa hora, é difícil para o médico reconhecer o diagnóstico e em alguns casos a conclusão, de que é ou não enxaqueca, só chega quando a criança cresce e apresenta manifestações mais típicas, confirma Fontenelle.

Uma boa pista para auxiliar o diagnóstico é certificar que familiares próximos – mãe, tia, avó, por exemplo – têm enxaqueca. É muito importante que os pais estejam atentos para esse tipo de problema porque a consulta ao especialista permite o diagnóstico precoce e conseqüentemente o tratamento adequado das crianças. Se as crises forem freqüentes é necessária a prescrição de medicamentos preventivos. Analgésicos comuns são muito bem indicados quando as crises de enxaqueca são intercaladas por um bom espaço de tempo, sem dor de cabeça, finaliza a presidente do Comitê de Neurologia da SOPERJ.

 

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