Leprevost cobra medidas da ANS em relação aos planos de saúde

O deputado encaminhou um requerimento à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) cobrando medidas urgentes para resolver os problemas de defasagem nos honorários médicos, restrições a exames e procedimentos e impedir o reajuste das mensalidades. Ele também não descarta a abertura de uma Comissão Especial de Investigação dos Planos de Saúde.

O deputado estadual Ney Leprevost, presidente da Frente Parlamentar da Saúde,  encaminhou um ofício à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) pedindo medidas rigorosas, urgentes, transparentes e eficazes em relação ao que chamou de farra dos planos de saúde. Na tribuna da Assembleia Legislativa, ele afirmou que os planos estão se transformando em um grande SUS com preços de hotéis cinco estrelas.

Nesta quinta-feira (07), cerca de 4,5 mil médicos, que representam metade dos profissionais que trabalham com planos de saúde no Paraná, aderiram à paralisação em protesto por reajuste dos valores pagos por consultas e procedimentos. Em 2009, as operadoras de planos de saúde faturaram R$ 61 bilhões, no entanto, segundo a Associação Médica do Paraná (AMP) e o Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR), há mais de dez anos os médicos não recebem atualização dos seus honorários. Por outro lado, a ANS está prestes a anunciar um aumento no preço repassado aos usuários.

Leprevost não descarta a possibilidade de pedir uma abertura de uma Comissão Especial de Investigação dos Planos de Saúde, a exemplo da investigação já aberta pela Promotoria de Defesa do Consumidor, do Ministério Público do Paraná. As mensalidades cobradas são altíssimas, no entanto, os usuários esperam cada vez mais por uma consulta com um especialista, tem a liberdade de escolha dos profissionais reduzida e ainda recebem recusas na liberação de exames e procedimentos de maior complexidade, observou. 

Uma pesquisa realizada em 2010 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) mostrou que entre os principais problemas relatados por usuários dos planos de saúde, estão: preço das mensalidades (40%), falta de cobertura de algumas doenças e procedimentos (35%), não pagamento de tratamentos necessários (22%), demora para conseguir consulta com especialistas (18%), rede de atendimento restrita (16%) e demora para ser atendido em clínicas ou hospitais (15%).

As operadoras de saúde buscam o lucro máximo num tipo de serviço essencial que é salvar vidas humanas. Com mais pessoas recorrendo aos planos, o Estado tira de si a responsabilidade pelo acesso à saúde de qualidade, pois é este mesmo Estado que tem o dever de fiscalizar e regulamentar os serviços prestados pelos planos já que não dá conta daquilo que deveria fazer pelo SUS, apontou Leprevost.

 

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