Natal chega mais cedo para crianças do São Braz e região

Festa de Natal para crianças carentes completa seu 13º ano emocionando organizadores e voluntários

 Cerca de seis mil crianças das regiões do São Braz, Santa Felicidade e arredores terão o Natal antecipado: por iniciativa do deputado Ney Leprevost, amigos e voluntários, elas participarão da 13º edição do Natal da Cidadania, neste sábado (12), à partir das 14 horas, no ginásio do Clube Três Marias. 
 
Na oportunidade, os pequenos que forem até o clube poderão desfrutar de uma tarde de muita diversão com jogos, brincadeiras, livros, guloseimas. Segundo Márcia Bertol, coordenadora da Pastoral da Criança da Paróquia de São Braz, voluntária da festa há oito edições, a emoção na hora dos presentes é sempre a mesma: O trabalho social que fazemos, acompanhando o sofrimento e as necessidades das famílias nos faz querer desistir muitas vezes, mas o esforço é pago quando vemos a alegria naqueles olhinhos ao receber um livro ou um brinquedo. Para muitos, o único presente que receberão, conta Márcia.

 E, realmente, a emoção dá o tom do Natal da Cidadania: para Wilson Cassins, o papai noel do evento desde sua primeira realização, a festa é feita por quem acredita no que faz e, acima de tudo, tem muito amor no coração: O Natal é uma data encantada, principalmente para as crianças, não é apenas presente a comida, mas solidariedade, união e família. Procuro levar às crianças que participam do Natal da Cidadania do Ney esse espírito, conta. Wilson mora em Praia de Leste, mas vem todo dezembro para Curitiba, especialmente para fazer a visita do Papai Noel em entidades carentes: já são 38 anos de agenda lotada. Para ele, o Papai Noel realmente existe; sua história com o Natal é, no mínimo, comovente: Fui menino de rua, dormia em bancos de praça e quase nunca tinha o que comer. Consegui vencer na vida por conta da esperança que se renovava todos os anos no Natal. Levar essa esperança para outras crianças é um dever, diz emocionado.

 Mas o Natal da Cidadania não é só festa: algumas semanas antes, as escolas parceiras do evento recebem os formulários de participação. Os pequenos de 0 a seis anos precisam fazer um desenho e os de 7 a 11, uma redação referente ao tema Como você quer o mundo em que irá crescer?. Uma comissão julgadora que analisa as obras das crianças escolhe o melhores, que são presenteados com um computador.

 Para Ney Leprevost, presidente da comissão organizadora do Natal da Cidadania, esta é uma oportunidade para as crianças, mas principalmente, para quem faz a festa: Infelizmente, muitos pais não tem condições de presentear ou mesmo celebrar o Natal. Pensando nisso, já em 96, me reuni com amigos e voluntários para levar um pouco da magia da festa às crianças carentes. Afinal, fazer o bem é o verdadeiro espírito de Natal, revela Ney.

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