Ney defende atualização de valores pagos pelo SUS a fisioterapeutas

Há 15 anos a classe não tem reajustes

O deputado Ney Leprevost enviou ofício aos deputados federais e senadores alertando para a situação em que se encontram os profissionais de Fisioterapia que trabalham com pacientes que se utilizam de planos de saúde ou mesmo do Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo informações do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional do Paraná (Crefito-8), o setor está em crise por conta de práticas que vão contra os direitos do trabalhador, como a não assinatura da carteira de trabalho, e também devido ao baixo valor remunerado por atendimentos a convênios.

Ainda segundo o Crefito-8, só em Curitiba são aproximadamente oito mil fisioterapeutas que sofrem com os valores pagos por procedimentos realizados para planos de saúde, que há 15 anos não recebe reajuste. É no mínimo justa a reivindicação dos fisioterapeutas. O acerto no preço cobrado está entre R$5 e R$7 por procedimento, sendo que a maioria dos planos de saúde paga um valor ainda mais baixo do que o proposto pelo SUS. Acredito que se o Sistema Único de Saúde atender a reivindicação dos profissionais, as seguradoras devem seguir a mesma prática, pondera Leprevost.

 Conforme o Conselho Regional, a defasagem dos valores pode inviabilizar a profissão no Paraná: Como presidente da Comissão de Saúde, sei bem que o setor funciona em situação limite por falta de profissionais e de estrutura. Não podemos deixar que profissionais sejam prejudicados e, assim, desestimulados a atuar numa área tão carente, afirma Ney.

Reajuste
Estima-se que, após15 anos recebendo o mesmo baixo valor pelos procedimentos, o reajuste que recupere o fôlego dos consultórios de fisioterapia precise totalizar 150%, atendendo todos os custos operacionais, chegando a R$15 e R$17.

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