Ney Leprevost luta pelo projeto que garante vacina contra HPV

Doença sexualmente transmissível, o HPV pode causar câncer de colo de útero

O presidente da Comissão de Saúde, Ney Leprevost, continua lutando pela liberação da vacina contra o HPV (Papilomavirus Humano). O projeto de lei, de autoria do deputado, estabelece a implantação do Programa Estadual de Vacinação contra o HPV, que será implementado através da vacinação pública em todo o território paranaense. O mesmo  aguarda a derrubada do veto do ex-governador Roberto Requião.
As medidas tomadas até o momento são do fabricante de uma das vacinas, a GlaxoSmithKline, que reduziu o custo de R$ 229, 33 para R$ 114,67, queda de 50%. A pesar da redução, o custo ainda é inacessível para a população e não resolve o problema.
O HPV, uma das doenças sexualmente transmissíveis mais temidas pelas mulheres continua aumentando os casos de câncer de colo de útero no mundo, que atualmente chega a 500 mil/ano.
O deputado Ney Leprevost, atento a este número alarmante e para atestar a eficácia da vacina, convidou para uma reunião da Comissão de Saúde, no mês de maio, o Professor do departamento de Tocoginecologia da Universidade Federal do Paraná e coordenador do Setor de Infecções/DST-Aids na Mulher do Hospital de Clínicas, Newton Carvalho. O professor apresentou os dados de uma pesquisa realizada desde 2001, que gerou números surpreendentes com relação à ação da vacina contra o HPV em mulheres de todo o país.
A vacina é importante porque a infecção pelo vírus não produz imunidade. Se você contrai um tipo de HPV, pode contraí-lo novamente e também continua suscetível aos outros vírus, conta Newton Carvalho.
A probabilidade de uma mulher que realiza exame ginecológico preventivo regularmente ter câncer do colo do útero, induzido por HPV, é pequena, já que a infecção é detectada em praticamente 100% dos casos, através do papanicolau e a colposcopia.
Precisamos conscientizar o governo do estado para a importância da disponibilização desta vacina para todas as mulheres, pois a previsão do Instituto Nacional do Câncer (Inca), só para este ano é de 18 mil casos novos de câncer de colo do útero no país. Depois que virar lei, através da vacina, poderemos imunizar grande parte da população. Só assim poderemos reduzir os casos de contaminação deste vírus que pode se tornar uma doença grave, afirma Ney Leprevost. 

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