Ney Leprevost propõe alteração de lei para isentar portadores de epilepsia da tarifa do transporte coletivo

O deputado Ney Leprevost, preocupado com os casos de portadores de epilepsia no Paraná, encaminhou sugestão ao líder do prefeito, vereador Mário Celso Cunha, pedindo que apresente proposta de alteração da Lei Municipal 8623/95 que propõe a isenção tarifária do transporte coletivo aos portadores de patologias crônicas, incluindo os portadores de epilepsia.
A lei que já existe há mais de 10 anos dá direito à isenção tarifária aos deficientes físicos, mentais, visuais e com patologias crônicas, como insuficiência renal crônica, câncer, transtornos mentais graves, portadores de HIV, hemofilia, esclerose múltipla e mucoviscidose.
Estima-se que cerca de 3,5 milhões de pessoas sofram de epilepsia em toda a América Latina, e aproximadamente 100 mil casos novos surgem a cada ano.
As crises da doença podem ser desencadeadas por diversos fatores, entre eles estão ruídos, exposição à luz intermitente, leitura por tempo prolongado, falta de sono, fadiga, uso de álcool, entre outros.
Segundo o neurocirurgião Murilo Meneses, do Instituto de Neurologia de Curitiba (INC), a doença é caracterizada por crises ou convulsões repetidas, mas não é contagiosa, tampouco uma doença mental, ao contrário do que muitos pensam.
Para os pacientes que sofrem de epilepsia de difícil controle, uma técnica moderna começa a ser aplicada no Paraná. A VNS (sigla em inglês para estimulação do nervo vago), como é chamada, propõe o controle da doença nos seus casos mais graves, quando a combinação de dois ou três tipos de medicamentos já testados não é suficiente para controlar as crises.

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