Ney quer regulamentar a produção do queijo artesanal

A pedido dos pequenos produtores de queijo artesanal do Estado, o deputado Ney Leprevost protocolou um projeto de lei que regulamenta a produção do alimento no Paraná.

Hoje, as normas da Vigilância Sanitária impedem que a receita original do queijo artesanal, seja produzida, pois recomendam que somente o leite pasteurizado seja consumido. Segundo o vereador Mario Antonio Wieczorek (PP), de Palmeira, uma das cidades produtoras, os pequenos comerciantes e fabricantes do chamado queijo purunguinho foram impedidos de vender o produto, que utiliza leite de vaca cru em sua composição. Hoje, não se encontra mais o queijo purunguinho nos restaurantes e beira de estradas para venda. Ele é feito somente sob encomenda ou para consumo próprio, conta Wieczorek.

Tradição de mais de 60 anos, o queijo artesanal era produzidoa por inúmeras cidades do interior, como Ponta Grossa, Irati, Porto Amazonas e, inclusive, Palmeira, movimentando a economia local e gerando renda extra para os pequenos agricultores.

O projeto de Leprevost estabelece passo a passo o processo de fabricação do queijo, garantindo um produto de qualidade, não oferecendo risco à saúde dos consumidores. Temos notícia de que em Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso, leis estaduais regulamentam a fabricação do queijo e, ao mesmo tempo, garantem que uma herança cultural, que é a produção artesanal, relata o deputado.

Segundo a proposta de Leprevost, o processamento do alimento deverá ser iniciado até noventa minutos após a ordenha, o leite utilizado na fabricação não poderá ter sofrido tratamento térmico, culturas lácticas naturais como pingo, soro fermentado ou soro fermento, coalho e sal, que garantem adequação ao consumo deverão estar na composição do produto, além da obrigatoriedade de seguir as fases de filtração, adição de fermento, coagulação, corte da coalhada, mexedura, dessoragem, enformagem, prensagem manual, salga seca e maturação.

É considerado Queijo Artesanal, o queijo confeccionado conforme a tradição histórica e cultural da região do Estado onde for produzido, a partir do leite integral de vaca fresco e cru, retirado e beneficiado na propriedade de origem, que apresente consistência firme, cor e sabor próprios, massa uniforme, isenta de corantes e conservantes, com ou sem olhaduras mecânicas. Ainda dentro das regulamentações técnicas, o projeto prevê leite de proveniência de rebanho sadio, e certificações de condições de higiene da SEAB, destaca Ney.

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