Presidente da Comissão de Saúde propõe vedação de empréstimos do BRDE as indústrias de cigarro

O deputado Ney Leprevost, presidente da Comissão de Saúde, protocolou nesta quarta-feira projeto de lei vedando os diretores indicados pelo Paraná no BRDE de votarem à favor de empréstimos para a indústria do tabaco. Só em 2007, foram destinados pelo BRDE 400 milhões de reais, do BNDES, oriundos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e do PIS/PASEP para fomento da indústria fumageira.

É um dinheiro concedido a juros baixíssimos para a indústria do fumo. Muito mais importante do que ficar restringido o cigarro em bares e restaurantes, é acabar com este tipo de incentivo feito com dinheiro público, afirma Leprevost.

O ex-diretor do BRDE, Amadeu Geara, concorda com o parlamentar: O BRDE usa o dinheiro do trabalhador para matar o trabalhador através dos empréstimos as indústrias que produzem cigarro, afirma.

O BRDE tem dois diretores indicados por cada estado do Sul e é subordinado ao CODESUL, presidido pelo governador Roberto Requião.
Leprevost aproveitou a presença do secretário de saúde, Gilberto Martin, na Assembleia Legislativa para cobrar coerência do governo: Ontem o Governo do Estado conseguiu aprovar uma lei extremamente rígida contra o fumo no Paraná. Vejo aspectos positivos, apesar de algumas regras criadas serem inconstitucionais. Porém, é inconcebível que um Estado que tem um governo anti-tabagista permita que os dois diretores indicados  pelo mesmo concedam empréstimos com dinheiro do trabalhador para fomentar a indústria do fumo. Essas indústrias de cigarro que peguem dinheiro em bancos comerciais, pagando o mesmo juro que os demais empresários brasileiros, defende Ney.

 

 

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