De acordo com o Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Sipaer), administrado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), em 2024 foram registrados 175 acidentes aéreos no Brasil, resultando em 153 mortes. Durante os primeiros dois meses de 2025, foram registrados 22 acidentes resultando em 10 vítimas fatais.
Segundo o Sipaer, dos 1.580 acidentes aéreos ocorridos no país desde 2015, dois em cada dez foram provocados por falha ou mau funcionamento do motor das aeronaves. Em seguida, vem a perda de controle em voo, que causou 303 acidentes; a excursão de pista (quando a aeronave ultrapassa os limites da pista durante pouso ou decolagem), registrou 290 acidentes; a perda de controle no solo, foi responsável por 153 casos; e operação em baixa altitude, registrou 126 acidentes.
As aeronaves privadas são as que mais se envolveram em acidentes nos últimos 14 meses, segundo o Cenipa. Dos 197 casos registrados, 71 tiveram aeronaves privadas envolvidas, resultando na morte de 54 pessoas. Os aviões agrícolas são a segunda categoria com mais acidentes. Foram 68 acidentes aéreos, com 13 mortes. A aviação comercial, apesar de apenas dois acidentes registrados no período, é a mais fatal. Isso se deve à queda do avião da Voepass em Vinhedo (SP), que matou 62 pessoas no dia 9 de agosto de 2024.
Com o objetivo de fiscalizar as condições do setor de aviação civil no Brasil e garantir segurança e eficiência dos serviços prestados aos passageiros, o deputado Ney Leprevost, presidente da Comissão de Obras Públicas, Transportes e Comunicação da Assembleia Legislativa, encaminhou expediente oficial para a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) solicitando que a agência informe quantos controladores de voo existem a disposição de cada aeroporto do país; pedindo informações sobre a fiscalização das regras da aviação civil e comercial; e quais as causas dos 22 acidentes aéreos ocorridos nos dois primeiros meses de 2025.
Para o deputado Ney Leprevost, “não basta apenas tornar os aeroportos mais bonitos. É imprescindível fiscalizar a manutenção e as revisões das aeronaves, assim como tornar o transporte aéreo mais seguro para os usuários”, afirmou.
(Via assessoria de imprensa)