Diante das constantes reclamações da população sobre os riscos de acidentes em passagens de nível nas áreas urbanas do Paraná, o deputado Ney Leprevost propôs uma medida imediata: a instalação de cancelas automáticas e sistemas modernos de sinalização nos cruzamentos com trilhos.
Presidente da Comissão de Obras e Transportes da Assembleia Legislativa, Leprevost afirmou que, até que se encontre uma solução definitiva para o problema, como o desvio das linhas férreas de transporte de cargas de regiões com grande densidade habitacional, é urgente implantar medidas que aumentem a segurança de pedestres, motoristas e da própria equipe que trabalha no sistema rodoviário.
“Não podemos ficar de braços cruzados esperar as grandes obras enquanto a população corre risco diariamente. Cancelas automáticas, sinalização eficiente e manutenção constante são medidas viáveis, rápidas e que podem salvar vidas”, destacou o parlamentar.
A sugestão ganhou força após a repercussão de uma notícia publicada nas redes sociais do deputado, informando que ele cobrou do Ministério dos Transportes o desvio das linhas de trem de áreas urbanas no Paraná. Nos comentários, muitos internautas ofereceram alternativas práticas e críticas construtivas.
Entre as sugestões mais recorrentes estão justamente as propostas de instalação de cancelas, semáforos funcionando corretamente e sistemas de aviso sonoro, soluções já aplicadas em países que valorizam o transporte ferroviário. “Era só colocar cancelas automáticas e um sistema que funcione de verdade. Aqui a gente nunca sabe quando o trem vai passar”, escreveu uma seguidora.
Outras opiniões reforçaram a importância estratégica das ferrovias para o transporte de cargas e passageiros, com apelos para que o país invista mais nesse modal. “O Brasil precisa ampliar o uso de ferrovias, não acabar com elas. O problema é a falta de infraestrutura nos cruzamentos urbanos”, comentou um internauta.
Também houve críticas à urbanização desordenada e à falta de planejamento das vias. “A culpa é da própria Prefeitura, que deixou avenidas cruzarem os trilhos. Onde estão os viadutos e passagens subterrâneas?”, questionou outro cidadão.
Leprevost reiterou que todas as manifestações estão sendo consideradas e que o foco deve ser a segurança da população, com base em dados técnicos e planejamento urbano responsável. “A escuta da população é essencial para buscarmos alternativas sustentáveis, eficazes e rápidas. As ideias estão na mesa, agora é hora de quem tem esta responsabilidade agir”, finalizou.
A discussão mostra que há caminhos viáveis e modernos para garantir segurança e mobilidade sem descartar um sistema ferroviário que ainda pode ser estratégico para o país.
(Via assessoria de imprensa)