Como forma de incentivar o turismo, fomentar a geração de empregos através da gastronomia e preservar a cultura dos imigrantes italianos, foi aprovado nesta terça feira, 18 de novembro, no plenário da Assembleia Legislativa, o projeto de lei de autoria do deputado Ney Leprevost que reconhece oficialmente o bairro de Santa Felicidade, em Curitiba, como patrimônio cultural, turístico e gastronômico do Paraná. Com a votação favorável, a proposta segue agora para sanção do governador Ratinho Junior.
Fundado em 1878 por imigrantes italianos das regiões do Vêneto e de Trento, Santa Felicidade é um dos bairros mais emblemáticos da capital paranaense, amplamente conhecido por sua contribuição histórica, cultural e econômica ao Estado. Sua influência se manifesta na gastronomia, na arquitetura, nas tradições religiosas e na preservação da herança italiana que moldou profundamente a região.
“Santa Felicidade é um símbolo vivo da imigração italiana e um orgulho para o Paraná. Reconhecer oficialmente esse bairro como patrimônio estadual é uma forma de proteger sua história e valorizar o legado de tantas famílias que ajudaram a construir nossa identidade cultural”, afirmou Ney Leprevost após a aprovação.
Entre os marcos que reforçam a relevância histórica do bairro estão a Igreja São José, erguida em 1891, a Casa Culpi, a Casa dos Arcos e o Memorial da Imigração Italiana, que preserva a memória dos colonizadores. Na área gastronômica, Santa Felicidade é reconhecida nacionalmente como um dos maiores polos do Sul do Brasil, abrigando dezenas de restaurantes tradicionais que servem pratos típicos como polenta, frango, massas, embutidos, queijos, vinhos e outros produtos artesanais.
A tradicional Festa da Uva, realizada anualmente, também destaca a importância cultural e turística da região, atraindo visitantes de todo o país e do exterior.
Para Leprevost, o reconhecimento legal de Santa Felicidade como patrimônio estadual vai além do simbolismo e representa um passo concreto para o fortalecimento das políticas públicas de preservação cultural. “Esse projeto ajuda a proteger nosso patrimônio material e imaterial, garantindo que essa riqueza histórica e cultural continue sendo valorizada e fomentando o desenvolvimento sustentável da região”, destacou o deputado.
(Via Assessoria de Imprensa)



