Preocupado com o elevado número de acidentes e mortes nas rodovias paranaenses, o deputado Ney Leprevost, presidente da Comissão de Obras, Transportes e Comunicações da Assembleia Legislativa, protocolou em plenário um
“requerimento com pedidos de explicações” cobrando informações detalhadas das concessionárias responsáveis pelos seis lotes de rodovias federais concedidas no Paraná.
O objetivo é saber quais obras estão sendo feitas para reduzir acidentes, especialmente aqueles que resultam em vítimas fatais, nos trechos administrados por estas concessionárias.
A iniciativa foi motivada por dados preocupantes da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Somente em 2025, foram registrados 7.620 acidentes nas rodovias federais do Paraná, que resultaram em 593 mortes. Na prática, uma pessoa perdeu a vida a cada 14 horas nas estradas paranaenses. Além disso, levantamento da própria PRF apontou que o início de 2026 apresentou aumento de aproximadamente 14% no número de mortes em comparação com o mesmo período do ano anterior.
“Estamos falando de centenas de vidas perdidas todos os anos. Não podemos aceitar que tragédias continuem acontecendo repetidamente nos mesmos locais sem que haja intervenções urgentes e efetivas. A população paga pedágio e espera segurança”, afirmou Leprevost.
Dados oficiais apontam que os acidentes se concentram em pontos específicos das rodovias, conhecidos há anos pelos órgãos de trânsito e pelas concessionárias. Trechos das BRs 277, 376, 373 e 476 aparecem frequentemente entre os mais perigosos do Estado.
“O questionamento é simples: se os locais mais perigosos são conhecidos, por que continuam registrando os mesmos acidentes? O que efetivamente está sendo feito para evitar novas tragédias?”, questiona o parlamentar.
No documento encaminhado às concessionárias, Ney Leprevost solicita informações detalhadas sobre os trechos considerados críticos dentro de cada lote rodoviário; as intervenções já realizadas para aumentar a segurança; as obras e melhorias em execução ou previstas, com cronograma definido; os indicadores comparativos que demonstrem a redução de acidentes após as intervenções; o mapeamento dos locais com reincidência de acidentes; e as tecnologias utilizadas para monitoramento e prevenção, como sistemas inteligentes de tráfego e controle de velocidade.
O parlamentar ressalta que não bastam respostas genéricas sobre investimentos futuros ou metas contratuais de longo prazo.
“A sociedade quer saber o que está sendo feito agora, exatamente nos pontos onde as pessoas continuam morrendo. Cada acidente fatal que se repete no mesmo local não é apenas uma estatística; é um indicativo de que alguma medida necessária ainda não foi tomada”, destacou.
O requerimento foi encaminhado às seis concessionárias que atualmente administram os lotes rodoviários concedidos pelo Governo Federal no Paraná. São elas: Via Araucária, EPR Litoral Pioneiro, Motiva Paraná, EPR Paraná, Via Campo e EPR Iguaçu.
“Estamos diante de contratos bilionários e da cobrança permanente de tarifas de pedágio. Por isso, é legítimo que a população saiba exatamente quais ações estão sendo realizadas para salvar vidas. A segurança viária deve ser prioridade absoluta”, concluiu o deputado.
(Via assessoria de imprensa)



