Delegada do Nucrisa vai a Comissão de Saúde, nesta terça, para expor casos de negligência médica

Diante de vários casos de mortes por negligência médica, noticiados na última semana, a Comissão de Saúde, presidida pelo deputado Ney Leprevost, está organizando uma reunião para cobrar das autoridades, providências imediatas para que esses fatos lamentáveis não se tornem rotina e os responsáveis sejam punidos. A reunião será realizada amanhã, 13, às 11h, na Sala das Comissões, da Assembleia Legislativa.
Na pauta da reunião estão o Comitê do Câncer, espaço cidadão, homenagem para o Siate e o problema dos erros médicos. Para falar sobre a negligência médica, está confirmada a presença da delegada do Núcleo de Repressão aos Crimes contra a Saúde (Nucrisa), Paula Brisola e do corregedor do Conselho Regional de Medicina (CRM), Alceu Fontana Pacheco Júnior.
Segundo o Nucrisa, órgão ligado à Polícia Civil, foram 26 ocorrências dessa natureza registradas na capital, em 2010. No ano passado, a delegacia investigou 59 casos de mortes em que houve suspeita de erro médico, um aumento de 64% em relação a 2008 (36 casos). Além das mortes, as denúncias de lesões causadas por imperícia médica e de erros que puseram em risco a saúde do paciente são cada vez mais comuns, relata a delegada titular da Nucrisa, Paula Brisola.
Nos casos de gravidez, os médicos deixam as pacientes que estão prontas para dar a luz, esperando e isto prejudica o nascimento das crianças, que acabam morrendo de sofrimento fetal agudo.
A Comissão de Saúde irá cobrar das autoridades, medidas urgentes para penalizar os profissionais que cometerem erros médicos. Se for preciso iremos pedir a cassação do registro do CRM, para cada um deles, afirma Ney Leprevost.
Segundo Paula, a maioria das vítimas de erros médicos é de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). O fato acontece devido à pressa destes profissionais em atenderem os pacientes do SUS para poderem ir para suas clínicas onde fazem atendimento particular e ganham mais dinheiro.
O advogado Alexandre Martins, que defende vítimas de erros médicos, recomenda aos pacientes que se sentirem lesados por profissionais de saúde, que recolham cópia do prontuário médico, que durante as investigações, será verificado. Além de ouvir todos os envolvidos, a delegacia recorre à avaliação de peritos para se chegar a uma conclusão sobre imperícia médica. 

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