Deputado retoma debate sobre fim do trote universitário violento

Ney Leprevost propõe punição e fim da violência no tradicional trote universitário

 O que seria motivo de grande alegria, a entrada do jovem na universidade, tem se transformado em medo: preocupado com os casos cada vez mais sérios de violência contra os calouros, o deputado Ney Leprevost se viu obrigado a deixar a lei estadual que proíbe trotes mais rigorosa.

 Segundo o político, a lei peca porque não prevê punição: De nada adianta proibir o trote se não há fiscalização para coibir a prática nem punição para os que infringirem a lei. Todo começo de aulas acompanhamos casos graves de violência contra o calouro: são comas alcoólicos, traumatismos e inúmeras agressões porque os responsáveis saem impunes, não podemos permitir que isso siga acontecendo, alerta Leprevost.

 Se a proposta for aprovada, o aluno que praticar trote violento no Paraná ficará proibido de fazer estágio em órgãos públicos e de prestar concurso público por três anos após terminar o curso. Outra medida é multar em cerca de R$ 30 mil a instituição de ensino, pública ou privada, que permitir ou facilitar o trote violento.

 Ações violentas foram registradas no estado em menor proporção. Na Universidade Estadual de Maringá três casos ganharam destaque. Em meados dos anos 90, um veterano laçou uma estudante usando uma corda e ela acabou se machucando. Em 2001, um grupo de veteranos retirou tênis e peças de roupas dos calouros e os trancou em uma sala. Três anos depois, uma aluna agrediu uma colega com um soco no rosto e foi suspensa por seis meses.

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