Exames de DNA podem evitar mortes de crianças

Na manhã desta quarta-feira a Comissão de Saúde da Assembléia Legislativa do Paraná se reuniu para debater importantes temas dos paranaenses. A sessão, presidida pelo deputado Ney Leprevost, contou com a presença de diversos médicos e autoridades.

A primeira questão debatida foi sobre a apresentação nº 306/2009, de autoria do deputado Pedro Ivo, que propõe que se torne obrigatório no estado, a realização do exame de DNA para a detecção da mutação responsável pela incidência do tumor de córtex adrenal em crianças. O Dr. Bonald Cavalcante de Figueiredo, do Instituto Pelé Pequeno Príncipe, explicou que o Paraná é o estado que apresenta a maior incidência dessa mutação no mundo e das crianças que desenvolvem o tumor, metade vai a óbito.

Se o tumor for detectado com o exame de DNA e as crianças e suas famílias forem acompanhadas todas as mortes poderiam ser evitadas. O método que o Dr. Bonald desenvolveu chega a ser mais barato que o teste do pezinho. A incidência de fenilcetonúria, por exemplo, no Paraná, é muito menor que o tumor de córtex adrenal e o exame para identificar fenilcetonúricos é obrigatório, completou.

O Dr. Irvando Carulla, Médico Superintendente de Gestão de Saúde, da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná comentou do problemas de custos e que o exame não está na tabela do SUS. O deputado Pedro Ivo irá interceder junto ao governador para que o 1,5 milhão de reais por ano necessários para o exame entre no orçamento do estado, para isso já ganhou apoio da Comissão de Saúde.

Psiquiatria pede socorro – A outra questão discutida na reunião foi mais polêmica. A diretora de psiquiatria da FEHOSPAR, Maria Emília Parisoto de Mendonça, pediu ao governo do estado verbas emergenciais para a psiquiatria do Paraná que está defasada. O Dr. Irvando explicou que a política nacional é diminuir o número de leitos e que os pedidos de reajustes da tabela devem ser feitos ao Ministério da Saúde. Ney afirma que os hospitais psiquiátricos do Paraná estão pedindo socorro e precisam da colaboração de todas as esferas do poder executivo.

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