PROJETO POLÊMICO DE LEPREVOST PROIBINDO A VENDA CASADA DE LANCHES COM BRINDES PARA CRIANÇAS ESTÁ NA COMISSÃO DE INDÚSTRIA E COMÉRCIO

O deputado Ney Leprevost (PSD), autor do polêmico projeto de lei que dispõe sobre a regulamentação da comercialização de fast food direcionada ao público infantil e no qual pede também a proibição da venda de lanches acompanhados de brindes, brinquedos ou benesses, acompanha com interesse a tramitação de sua proposta, que agora foi aprovada pela CCJ e encaminhada para análise da Comissão de Indústria e Comércio da Assembleia, presidida pelo deputado André Bueno.

O objetivo do projeto de lei é reduzir a apologia ao fast food, estimulando uma geração mais saudável e menos propensa a doenças como a diabetes e a hipertensão.

Segundo Ney, as crianças são muito suscetíveis aos estímulos imperativos do tipo compre o lanche, ganhe o brinquedinho por entenderem somente a segunda parte e, seduzidas pelo brinquedo, fixarem-se preferencialmente no consumo de lanches não saudáveis.

Concordo com o governo dos Estados Unidos país ícone do fast food que lançou recentemente uma série de diretrizes para restringir a comercialização e a comunicação de alimentos não saudáveis direcionada ao público infantil. Em suma, o recado que os norte-americanos deram para a indústria alimentícia foi claro: façam produtos mais saudáveis ou deixem de anunciá-los para as crianças, resume Ney.

Na elaboração do Projeto de Lei No. 694/2011, Leprevost levou em consideração pesquisa do Instituto Datafolha com a opinião dos pais sobre o impacto da publicidade de fast food em crianças de até 11 anos. Para 79% destes pais entrevistados, esse tipo de propaganda prejudica os hábitos alimentares das crianças, influencia-as a pedirem pelos produtos anunciados e dificulta os esforços dos pais na educação alimentar dos pequenos.

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